Não foi desta vez que a Escócia se emancipou, o referendo realizado na última quinta-feira,18 de setembro, mostrou que 55% dos escoceses querem continuar sobre o comando da rainha. No entanto, o plebiscito não foi de todo ruim, agora a Inglaterra estuda conceder mais poderes à Escócia. Com isso, Londres espera esfriar o espírito separatista. De acordo com Enda Kenny, líder irlandês, a atenção agora se centra sobre as mudanças que seguramente ocorrerão depois do referendo, particularmente os relacionados com a devolução de poderes. Seguiremos muito de perto esse processo na Irlanda, comenta o primeiro ministro.
A decisão tomou conta de todo o país, 87% dos eleitores habilitados compareceram às urnas, a maioria optou por votar no inicio da manhã, esse foi o compromisso de muitos antes de irem trabalhar. No decorrer da campanha líderes de outras nações acompanhavam apreensivos a mobilização escocesa, muitos temiam por um enfraquecimento no bloco caso o sim vencesse. Apesar dos temores, foi ressaltado a grandeza da monarquia por não interferir no desejo do pleito.
Alex Salmond, primeiro-ministro escocês, admitiu a derrota no referendo: "a Escócia decidiu que este não é o momento de ser um país independente", disse, em um comunicado para veículos de comunicação. Alex, aproveitou a oportunidade para agradecer os 1,6 milhão de votos que o Sim teve. Já a vice-primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, admitiu que "há uma real decepção com o fato de que não conseguimos a vitória, por pouco"