
Mais uma Copa do Mundo chegou
ao fim, e que Copa foi essa: grandes jogos e grandes “surpresas”. Seleções
grandes caindo e as sem tradição passando. Mas, não por acaso: planejamento. O
futebol mudou, e isso foi muito positivo. Hoje podemos presenciar evolução em
todas as confederações. Ganhar uma Copa
ficará cada vez mais difícil, pois muitos estão se preparando e investindo para
isso. Se antigamente dois ou três que tinham chances de ganhar, agora esse
número é maior e crescendo a cada edição, o exemplo disso são os quatro
semifinalistas. Surpresa? Só para quem não acompanha futebol mundial.
Todas as quatro que chegaram
a Semifinal fizeram um planejamento para lapidar talentos e montar bons times. E
desde as Eliminatórias essas equipes vinham conquistando vitórias, a Bélgica
estava dois anos sem perder. O trabalho teve êxito, conquistaram a melhor posição
de sua história (3° lugar) perderam somente da França. Foram recebidos como
herói no país.
Inglaterra quarto lugar,
para alguns pode não ter importância, mas, para eles foi uma conquista. O
projeto deles é para 2022, o objetivo era chegar o mais longe possível nessa
Copa. Conseguiram a semi, posição que não vinha desde 1990. Agora é só continuar
nesse mesmo caminho, tem potencial essa equipe. Os inventores do esporte estão
redescobrindo uma de suas maiores invenções.
Croácia, só conseguiu ir à Copa em 1998. Porém, não se esqueça: ela surgiu da dissolução da
Iugoslávia. E assim que foi credenciada pela FIFA disputou as eliminatórias e de
primeira: carimbou a ida para a Copa, na ocasião, na França ( quem diria). E
que time guerreiro, mas, não foi o acaso que levou ao vice-campeonato. O Dínamo
de Zagreb é um dos melhores times do mundo em formação de novos jogadores.
E o que falar da agora
Bicampeã do Mundo, Terra do criador da Copa do Mundo: Jules Rimet. O
Planejamento é mais longo que dos seus adversários, depois que ficaram fora das
Copas de 90 e 94 houve toda uma reestrutura. Temiam não fazer uma boa Copa em
casa, porém, como sabemos o resultado foi positivo: campeã naquele ano. O feito
não foi repetido no Japão / Coreia, porém na Copa seguinte chegaram à final
mais uma vez, mas o título foi decidido nos pênaltis: Itália tornou-se Tetra. E
agora novamente, campeã. Há quem diga que isso só se deu por causa dos
imigrantes, não. A França soube encontrar talentos e essa moçada ( que jogarão umas três Copas ainda) são franceses, descendentes de imigrantes, mas
nacionalidade: francesa.
Por isso, não é nenhum
surpresa o que aconteceu. Houve investimento, agora veio o retorno. Essas
seleções voltarão ainda mais fortes e com mais desejo de levantar a taça. O
pensamento já está lá em 2022. Todos com vontade de carimbar a estrela no
peito. E quem ganhará? Como dito no começo do texto, as seleções evoluíram, não
tem somente dois ou três, hoje se conquista nos detalhes. E esses detalhes só
vamos conhecer lá no Catar, até lá.