domingo, 15 de julho de 2018

Os quatro campeões

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Mais uma Copa do Mundo chegou ao fim, e que Copa foi essa: grandes jogos e grandes “surpresas”. Seleções grandes caindo e as sem tradição passando. Mas, não por acaso: planejamento. O futebol mudou, e isso foi muito positivo. Hoje podemos presenciar evolução em todas as confederações.  Ganhar uma Copa ficará cada vez mais difícil, pois muitos estão se preparando e investindo para isso. Se antigamente dois ou três que tinham chances de ganhar, agora esse número é maior e crescendo a cada edição, o exemplo disso são os quatro semifinalistas. Surpresa? Só para quem não acompanha futebol mundial.


Todas as quatro que chegaram a Semifinal fizeram um planejamento para lapidar talentos e montar bons times. E desde as Eliminatórias essas equipes vinham conquistando vitórias, a Bélgica estava dois anos sem perder. O trabalho teve êxito, conquistaram a melhor posição de sua história (3° lugar) perderam somente da França. Foram recebidos como herói no país.

Inglaterra quarto lugar, para alguns pode não ter importância, mas, para eles foi uma conquista. O projeto deles é para 2022, o objetivo era chegar o mais longe possível nessa Copa. Conseguiram a semi, posição que não vinha desde 1990. Agora é só continuar nesse mesmo caminho, tem potencial essa equipe. Os inventores do esporte estão redescobrindo uma de suas maiores invenções.

Croácia, só conseguiu ir à Copa em 1998. Porém, não se esqueça: ela surgiu da dissolução da Iugoslávia. E assim que foi credenciada pela FIFA disputou as eliminatórias e de primeira: carimbou a ida para a Copa, na ocasião, na França ( quem diria). E que time guerreiro, mas, não foi o acaso que levou ao vice-campeonato. O Dínamo de Zagreb é um dos melhores times do mundo em formação de novos jogadores.

E o que falar da agora Bicampeã do Mundo, Terra do criador da Copa do Mundo: Jules Rimet. O Planejamento é mais longo que dos seus adversários, depois que ficaram fora das Copas de 90 e 94 houve toda uma reestrutura. Temiam não fazer uma boa Copa em casa, porém, como sabemos o resultado foi positivo: campeã naquele ano. O feito não foi repetido no Japão / Coreia, porém na Copa seguinte chegaram à final mais uma vez, mas o título foi decidido nos pênaltis: Itália tornou-se Tetra. E agora novamente, campeã. Há quem diga que isso só se deu por causa dos imigrantes, não. A França soube encontrar talentos e essa moçada ( que jogarão umas três Copas ainda) são franceses, descendentes de imigrantes, mas nacionalidade: francesa.

Por isso, não é nenhum surpresa o que aconteceu. Houve investimento, agora veio o retorno. Essas seleções voltarão ainda mais fortes e com mais desejo de levantar a taça. O pensamento já está lá em 2022. Todos com vontade de carimbar a estrela no peito. E quem ganhará? Como dito no começo do texto, as seleções evoluíram, não tem somente dois ou três, hoje se conquista nos detalhes. E esses detalhes só vamos conhecer lá no Catar, até lá. 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Brasil fora


Brasileiro gosta de alguns chavões: complexo de vira-latas é um deles. Geralmente isso é pronunciado por pessoas de mente pequena que não conseguem ou não querem enxergar a realidade. Gosta de futebol e torce por seu time e sua seleção? Ok, mas isso não fará de ti um patriota. Analisar cenários e constatar que o futebol brasileiro não é mais o mesmo não  faz de ti um vira-lata. A mídia esportiva tem parcela de culpa nesse conceito. Gabam-se de conquistas do passado, vendem a ideia que esta tudo bem, e que as outras confederações, não. O torcedor desavisado acredita e se revolta com quem tem uma visão mais clínica do cenário.

O futebol globalizou-se, não há mais time bobo ( e isso não é chavão).  Muitas federações estão investindo e colhendo resultados de um trabalho de longo prazo. Mas, tem quem acredite que tradição ganha jogo. A realidade de hoje, não é a realidade de amanhã: a Hungria que diga.

Muita coisa extra-campo acaba pesando mais do que acontece dentro. No campo acaba sendo apenas um reflexo. Primeiro: falta humildade. Sempre o mesmo clima de já ganhou. Consegue resultados se classificando numa confederação aonde 50% das federações vão ao torneio, marcam amistosos com seleções sem tanta expressão: começa o oba oba, crendo que não perdem nunca. Quando vem um desafio de verdade o salto alto não é substituído pela chuteira.  Quem acompanha a Champions League nota de cara que o futebol sul-americano virou uma várzea.

Segundo, se tem o conceito que atleta é uma profissão e estão lá a trabalho, tem que estar lá a trabalho, e não numa colônia de férias. Família é importante? Sem dúvida, sucesso profissional nenhum justifica o fracasso em todas as outras áreas da vida. Mas, tem que separar as coisas. Se estiverem lá trabalhando, no momento de treino é trabalho. Não tem que ficar batendo foto com criança, com a mulher para provar que ama. É só não ficar pulando de galho em galho que provará que ama. O cidadão pode ter momentos de lazer, mas tem que manter o foco.

Futebol é jogo coletivo, quer individualidade vá jogar tênis de mesa ou golfe. Buscar quebrar recordes pessoais, querer aparecer mais que o conjunto, não dará certo. E essa dica não serve só para o esporte, serve para qualquer área da vida. “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”.  

Deixe o passado no passado, ele até pode até servir como aprendizado, mas, nada pode fazer no presente.