sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A mulher a carne e o alvejante



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Dona Maria tem mais de 60 anos, quase 70, não tem muito estudo, ou como ela mesma diz: Eu não tenho cultura.  Quase tudo que falam ela acredita, principalmente se ela ver no seu programa favorito de TV: Sensacionalismo ao meio dia. Ela tem tanta confiança no apresentador que sempre liga para a emissora e sugere para ele sair candidato a vereador, até faria campanha de graça, pois, acredita em sua idoneidade. 

Mas o mundo da Dona Maria não gira só na TV, acredite, ela tem uma vida fora da sala. Maria vai sempre ao mercado, porém, o carrinho de compras dela é uma "zona" tudo jogado de qualquer maneira sem nenhum cuidado. 

Numa dessas idas ao mercado, dona Maria protagonizou seus 15 minutos de fama, acabou aparecendo lá até com a imprensa. Mas, agora que você já sabe que a Maria vai parar na tela do Sensacionalista ao meio dia, vamos explicar o motivo. Tudo começou por causa de um pedaço de contra filé e uma garrafa de alvejante que ela não percebeu que estava furada, adivinhem: no carrinho jogou o alvejante junto com a carne e senão bastasse na hora de ir embora ainda deixou na mesma sacola os dois produtos. 

Chegando a casa na hora de desempacotar ela percebeu que estava vazando alvejante, porém, colocou a carne numa vasilha, cheirou, cheirou, não gostou; antes de qualquer coisa correu ao muro, chamou a vizinha: Joana, Joana, corre aqui, quero te mostrar o que o mercado anda vendendo. Joana é do mesmo estilo da Dona Maria, também assiste ao Sensacionalista ao meio dia. Na cozinha da Maria ficam 5 minutos vendo e cheirando a carne.
- Isso esta com cheiro de desinfetante.  Onde você comprou isso?
- Naquele mercado de sempre, aonde você também vai.
- Que nojo do açougue de lá, mas você tem que denunciar Maria.
- Lá não compro mais, mas, denunciar para quem, onde?
- Ah Maria, lá no sensacionalista, você sabe que ele ajuda muito o povão. 
- Joana do céu, você tem razão. Agora o mercado vai ver.

Maria liga, Maria fala com atendente, Maria vai até a emissora com a carne. Lá faz com que todos cheirem aquilo. 
O apresentador viu a chance de fazer mais uma média com os telespectadores. Pediu para um repórter e um cameraman irem com a dona Maria no mercado. Ao chegar ao estabelecimento Maria como boa barraqueira, fez questão de a plenos pulmões gritar: O mercado vende carne podre. 
O açougueiro não acreditando no que via, não teve reação:
- Vou chamar o gerente.
Enquanto isso o cinegrafista filmava tudo, inclusive um certificado que garantia a qualidade do produto. O repórter irônico fez sua passagem.
- Ali naquela parede tem um certificado garantido a qualidade das carnes, mas, não vamos levar isso em conta, pois, não sabemos quem certifica e outra, tudo que escreve o papel aceita. O que temos de concreto é que a cliente Dona Maria veio como sempre deixar seu dinheiro, deixar o suor do seu trabalho, aquele dinheirinho suado que só você aí de casa sabe como é. Ela não veio pedir favor, ela veio comprar e pagou pela carne, só que o que ela levou não dá para chamar de carne. 

Nisso vários curiosos ao redor prestavam atenção no que estava acontecendo e o gerente chegou.
- O senhor é o responsável aqui pelo local?
- Sim, sou o gerente e sou desde que abriu o mercado aqui nesse bairro. 
- Então você deve saber que vocês vendem carne podre aqui, desde quando isso acontece?
- Olha, nossa carne é certificada, o frigorifico que distribui a carne que vendemos aqui tem a ISO, licença da vigilância sanitária e é um dos únicos que abatem o animal com o menor sofrimento possível.     
- Não é isso que a Dona Maria aqui, aquela que paga o seu salário diz.
Nisso ele pega a carne das mãos da Maria e faz cheirar:
-  Sentiu? Isso não é carne certificada, será que a vigilância sanitária sabe disso? 
- Vocês estão filmando? Então por gentileza filmem nossa câmara fria, podem visitar, podem filmar, garanto que o nosso produto não é podre, pois, nós diferente de outros temos respeito pelos nossos clientes. 
O Câmera tem a autorização e filma, enquanto isso a conversa continua lá fora:
- Maria, há quanto tempo a Senhora é cliente do mercado?
- Já faz 10 anos, mas a partir de hoje não compro nem caixa de fósforos aqui mais, e digo para todos: não comprem aqui mais, pois seus filhos podem ficar doentes, ainda bem que eu senti o cheiro a tempo, imagina se dou para meu neto, era capaz dele morrer.
O gerente pensativo: acaba pedindo a vasilha de onde esta a carne. Chama alguns curiosos em volta. 
- Antes de qualquer coisa vamos esperar ele filmar aqui. 
Quando o cinegrafista se apronta ele começa.
- Por favor, cheirem, digam que cheiro vocês sentem, e respondam se acreditam que a senhora comprou aqui. 
Nisso Maria interrompe escandalosa.
- Claro que comprei, tenho até a nota. 
Ela  levanta e chacoalha a nota, como se isso fosse colocar medo no gerente.
- Deixa-me analisar.
Nisso os que estavam ali por perto davam seu depoimento: - Nunca tive problema, porém agora fiquei preocupado. 
- Normal.
- Vou passar a reparar. 
O gerente retoma a palavra.
- Por um acaso a senhora teve outro problema no dia?
- Ah, foi bom você falar nisso. Eu estava tão brava por ter ficado sem a minha carne que acabei esquecendo. Além de vocês venderem carne estragada, vendem alvejante avariado, acredita que a garrafinha que comprei estava com um furinho em baixo, só reparei quando cheguei a minha casa. É pelo visto não tem nada de qualidade aqui.
- Então a senhora esta relatando dois problemas: carne com cheiro de alvejante e uma garrafa de alvejante furada. O que você me diz disso - ele questiona o repórter.
- Que vocês querem achar um jeito de não se responsabilizar com os produtos que vendem aqui.
- Perguntem então para nossos clientes aqui, quem sabe eles expliquem melhor para vocês esse quebra cabeça. 

Do lado de fora do mercado o repórter em nova passagem:
- Tentamos conversar com o gerente, mas como vocês mesmos puderam ver ele tentou um jeito de colocar a culpa na cliente, assim como sempre, sempre o povo, sempre o trabalhador que é culpado.

Encerra a matéria, despede-se da Dona Maria. No caminho de volta o cinegrafista e o repórter conversando.
- Onde foi que amarramos nosso burro, a velha lá mistura carne com alvejante e acha que o mercado vende carne estragada. Fala o repórter.
- É, mas você sabe que essa gente vota, essa gente dá audiência e essa gente paga o seu salário, aquele que você usa para jogar golfe com a sua distinta. Diz dando risada o câmera.
  Nisso o Sensacionalista ganha audiência, o repórter e o câmara estão trabalhando, dona Maria acreditando que eles trabalham para o "povo" e o gerente naquele dia teve uma dor de cabeça, os clientes que ela estava (maioria) perceberam que o mercado não tinha culpa nenhuma, e assim foi mais um dia.   

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Brasil em estado de guerra?


A declaração data por Evo Morales, presidente da Bolívia, poderia tirar o sono do exército brasileiro, só poderia. Na última semana ele ameaçou a soberania nacional, tudo isso devido às manifestações democráticas realizadas por todo o país. De acordo com Morales se a Dilma Rousseff cair será golpe, mesmo nossa constituição dando legitimidade ao pedido de impeachment. Vale lembrar que o próprio PT em outras ocasiões pediu o do Collor e FHC, aliás, não precisa voltar ao passado; na presente legislatura pedem impeachment de alguns governadores da oposição.

Fica uma questão no ar: por que se preocupar tanto com o que acontece em outro país, será que ninguém mais passa fome na Bolívia, será que não tem desempregado a saúde e a educação como estarão por lá? Todas essas questões relatadas não tem importância, o que importa é coibir a liberdade de expressão de um país soberano. Tirar o status da Bolívia de uma das nações mais pobres do continente não é importante. A preocupação se deve aos “favores” que Dilma fez a Terra de Evo Morales. Só a Petrobras repassou quase R$ 1 bilhão por aditivo contratual para pagar fornecimento de gás.

Vamos falar hipoteticamente, digamos que o pedido de impeachment seja aceito, Dilma sai do governo, tudo democraticamente como rege a constituição. Cenário montado: a Bolívia ataca o Brasil, pois, na cabeça deles, foi golpe. O que poderia acontecer? Nosso exército não é o que já foi um dia, os problemas são grandes, se antigamente valia apena o rapaz de 18 anos servir, hoje, para muitos é um ano perdido. No entanto, mesmo com todos esses pontos negativos a Bolívia não impõe medo a ninguém. Os problemas por lá, são maiores, nem armas de guerra descentes eles possuem (aparentemente). 

Não foi a primeira vez que se meteu a valente, a uns atrás a Bolívia disse que lutaria para recuperar sua saída para o mar, o presidente chileno, Sebastián Piñera, disse que não permitiria invasão a seu território. Resultado, Evo baixou a bola e até agora não se falou mais sobre o assunto. Por isso não há motivos para alardes, ele não teria a coragem de invadir o Brasil e muito menos cortar relações, pois, quem padeceria seriam eles mesmos.

E é bom ressaltar que o povo boliviano é vítima, e boa parte deles não comungam com a opinião do líder. Muitos saíram do país e tentam a vida em outros lugares, inclusive no Brasil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Imigração contemporânea

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Imigração: palavra que causa repulsa em muitos em vários cantos do mundo. Mas, graças a isso que povos e civilizações apareceram no decorrer dos séculos. Não se sabe ao certo qual foi o lugar da Terra onde o homem surgiu, porém acredita-se que tenha sido na Mesopotâmia, região onde hoje é o Iraque.  A partir daí se espalharam pelo planeta, chegaram a todos os continentes e criando as mais diversificadas línguas, atualmente existem ainda quase 7 mil sendo faladas; mas é impossível catalogar todas que já existiram e hoje não mais.

O ser humano sempre teve a necessidade de migrar por diversas e diversas razões, nosso país (Brasil) é um bom exemplo de como a imigração é positiva e fundamental para sobrevivência dos seres. E atualmente o fluxo imigratório continua acontecendo: fomes, guerras, desemprego, essas são os motivos que levam pessoas a saírem de seus lugares de origem e se aventurarem em outros cantos da Terra. Para quem vai é a oportunidade de mudar sua história e da família, para o país que recebe pode ser sinônimo de dor de cabeça, qual lado está certo?

Analisando o cenário mundial nota-se claramente a imensa desigualdade do nível de vida entre as nações. E os motivos para esse disparte são muitos: ditadores que oprimem seu povo, condições climáticas, crenças pagãs a explorações pelos colonizadores. Muitos fogem (ou tentam) partem em busca de uma nova chance. Os países ricos da Europa quase sempre é o destino escolhido, no mar Mediterrâneo muitos se arriscam para chegar a Itália, e o fluxo imigratório cresce a cada dia. França, Inglaterra, Alemanha também vêm recebendo os imigrantes. O governo alega que não há como absolver a todos, e é necessário que eles voltem. Estratégias para impedir a imigração estão sendo feitas, até construção de muros. A critica é ácida em relação a tais medidas, porém tem uma parcela que acha justa tal medida.

O velho continente recebe cerca de 500 mil imigrantes todos os anos, e o número tende a aumentar cada vez mais. Cada país tem um planejamento para atender um número equivalente ao populacional. Chegando todo esse fluxo de seres de uma hora para outra não há planejamento que resista daí será inevitável aparecer problemas na educação, saúde, segurança, alimentação e os índices de violência tendem a crescer. E isso é a preocupação de quem é contra os imigrantes. Porém, não é atitude humana tratar seus semelhantes com desdém. Qual seria a solução para resolver? Ajudar a desenvolver os países que passam por problemas graves, mas, isso não se resolve em curto prazo e quem vive hoje precisa viver. Mas, isso seria um começo para que no futuro a qualidade de vida na Terra seja nivelada (positivamente). No hoje, no agora, o  mais sábio a se fazer, é as nações se unirem e ratearem os imigrantes , pois dessa forma o estrangeiro consegue exílio e a pressão não fica em um ou dois países apenas, todos ajudam e assim nenhum teria um baque em suas estruturas.

Mas, creio que se for feito dessa forma, alguns ainda viram com esse papo do direito  ir e vir. Pois é, mas também não adianta resolver um problema e criar outro, é preciso sempre ser racional.  Ainda que o imigrante não fosse para o lugar idealizado, mas mesmo assim ele ainda iria para um lugar melhor que a sua terra natal. O que se deve condenar é a xenofobia, pois quem é contra imigrantes é contra a própria história. 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uber entre o legal e o imoral

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O mundo que vivemos hoje não é o mesmo que o mundo de pouco tempo atrás. A tecnologia está transformando as relações humanas e isso inclui diversos aspectos sociais. A modernidade favorece, traz benefícios que antes nem conseguiríamos imaginar, e um deles é o Uber. Aplicativo de carona compartilhada que está criando confusão no mundo inteiro com os taxistas. De acordo com eles a concorrência é desleal e o aplicativo ilegal, tendo em vista que os motoristas do Uber não pagam as mesmas taxas que os taxistas são obrigados a pagar. Em tese basta ter um carro, celular e baixar o aplicativo; já para os taxistas é mais complexo.

O Uber até pode ser concorrências desleal, no entanto, mas desleal do que fazer trajetos maiores para fazer o taxímetro rodar, não é. E isso acontece, existem diversos casos e denuncias. Claro, nem todos os taxistas são assim, mas uma laranja podre estraga a imagem de todo o resto.  Porém, para quem não conhece a cidade e pega táxi fica sempre se questionando se o caminho é correto ou não. Já vi  conselhos de mochileiros que quando viajam e pegam o táxi, eles com o próprio GPS vão verificando se o taxista esta sendo honesto ou não. Já com Uber a negociação é feita antes, daí se o motorista pegar outro caminho daí já não afetaria no valor da corrida.

Para quem trabalha com o Uber não vê problema algum, acreditam ser um serviço alternativo onde quem escolhe o prestador é exclusivamente o cliente.  E o cliente também enxerga dessa forma. Pelo o que andamos percebendo as grandes cidades do mundo estão em pé de guerra com a novidade, e possivelmente o aplicativo deixará de existir. Mas, isso não impedirá que futuramente surjam outras novidades ainda mais revolucionárias. O mundo se desenvolveu muito nesse século, se desenvolveu mais rápido do que todas as outras eras juntas, cada vez mais apareceram coisas para confrontar as antigas. A questão é ter sabedoria e criar meios inteligentes para concorrer, pois, ainda veremos muito disso tudo está apenas no começo. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Salário de vereador: quanto pagar?



Nos últimos dias algumas cidades vêm se mobilizando e organizando ações referentes ao salário de seus vereadores. De fato o vencimento deles é maior que a maioria dos trabalhadores, e quando aumenta o valor ele é absurdamente maior que os demais profissionais.  Os eleitores se revoltam e com justa razão, pois o disparate é muito considerável. Isso sem falar nos inúmeros casos de desvio de dinheiro público espalhados por todo o país. O Brasil é o que melhor remunera os políticos e é o único no mundo a pagar vereadores: regalias então, nem se fala.

Mas, como que calculam o montante que devem receber ao final do mês?  Depende de município para município. Em cidades com mais de 500 mil habitantes o vereador não pode ganhar mais do que 70% do salário de um deputado, já nas cidades com até 10 mil habitantes não pode ultrapassar 20%; entre dez mil e 50 mil, 30%; entre 50 mil e 100 mil, 40%; entre 100 mil e 300 mil, 50%. Nossa lei diz isso, mas será que isso é moral? 

Então quanto deve ser o salário de um vereador? Pergunta bem polêmica, não é mesmo? Para responder façamos outra pergunta: O representante terá dedicação exclusiva, sim ou não? Se a resposta for não, ele não precisa de salário, talvez uma ajuda de custo dependendo da cidade. Mas também precisa ter uma ocupação para poder se sustentar, terá que estar na vida política do município unicamente com a intenção de buscar melhorias. Sendo assim não precisará de inúmeros assessores e cargos comissionados que francamente só servem para  pagar favores da campanha eleitoral. Mas, para isso os moradores do município precisariam ser mais participativos na vida política, pois, quem não gosta dela é governado por alguém que gosta.

E se a resposta da pergunta for sim, qual seria a remuneração justa? Provavelmente se colocar na balança o salário não seja um problema maior, talvez devêssemos rever os inúmeros benefícios recebidos pelos mesmos.  Existem casos que os adicionais chegam a ser três vezes maior que o salário: vale gasolina, vale paletó, auxílio saúde, auxílio moradia, telefone, diárias de viagem e diversos assessores: São Paulo, por exemplo, tem 30 assessores  para cada um dos 55 vereadores:  Imagine quanto se economizaria cortando esses cabides.

Nas câmaras alguns manifestantes mostravam cartazes dizendo que vereadores devem ganhar salário mínimo. E eles por sua vez  dizem que não tem como viver com o mínimo, nisso eles estão certos. Mas, existe uma verdade que poucos conhecem: Você nunca irá atrair para si aquilo que você condena nos outros. Se você condena alguém a ganhar X, você não pode reivindicar Y. Os vencimentos de todos os trabalhadores devem ser o suficiente para ele atingir as diversas áreas da vida, não só alimentação e moradia, lazer também é fundamental. Nosso país engatinha em quase todas as áreas, há muita coisa para ser aprendida, mas, percebemos que aos poucos as coisas vão mudando. Mas, para apontar o vencimento ideal dos representes no legislativo é necessário uma analise mais profunda. É preciso conhecer o poder de arrecadação do município, estabelecer um X valor, o salário ser corrido da mesma forma que de todos os trabalhadores e também diminuir a quantidade de vereadores.

E por que isso? O Brasil tem 5570 cidades, a maioria não consegue gerar renda para investir no município, porém o salário dos representantes sempre tem e sempre em dia.  Existe uma PEC que propõe acabar com os salários em cidades com menos de 50 mil habitantes, mas qual a chance disso ser aprovado? Pelo bem da saúde financeira dos municípios esperamos que sim.   




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tomba um rei



O planeta é habitado por milhares de espécies, cada uma tem seu papel no ambiente. Com o fim de uma espécie o planeta  ganha um desequilíbrio ecológico que normalmente causa problemas. É bem verdade que desde que o mundo é mundo existe a caça, muitas vezes usada para alimentação, outras para defesa e em alguns casos para mostrar sua soberania entre os demais homens. Algumas espécies já estão extintas e não teremos o prazer em conhecê-las, outras estão a caminho. Na atualidade existem organizações que preservam e tentam reproduzir os mais diferentes animais, trabalho que nem sempre é fácil, porém é recompensador quando nasce um filhote.

A luta é dura e constante, pois não são todos que tem a mesma consciência e em muitos casos é difícil reprodução em cativeiro. Muitos países têm leis contra maus tratos a animais, no entanto, nem sempre as leis são eficientes e quando alguém é pego em delito geralmente não responde ou paga uma multa insignificante. Já em outros lugares, inclusive muitas cidades do Brasil, proíbem o uso de animais em circo.

Demorou, mas a humanidade começa a tomar consciência que os animais também fazem parte do nosso ambiente. E a sobrevivência deles esta diretamente ligada a nossa sobrevivência. Talvez hoje seja difícil que alguma espécie seja extinta, mas muitas estão batendo na trave. O lugar deles é na natureza e assim devem ser admirados, nada de trazê-los para a selva de pedras, pois, dessa forma eles não terão a mínima chance.