quinta-feira, 17 de março de 2016

Não mais república dos bananas



O Brasil durante muito tempo era conhecido como a república dos Bananas, essa menção era justa. No entanto, a partir de agora precisamos achar outro termo para “homenagem”. O que estamos presenciado nesses últimos dias é algo inédito. Nem nas diretas já os protestos tomaram tais proporções. O povo de fato acordou, não é para menos. Empresas fechando, pessoas perdendo o emprego, inflação aumentando, o dólar subindo e a corrupção fora do controle. O povo não é mais banana, o povo acordou, quer mudar a história da nação.

De norte a sul do país a população está nas ruas, todos no mesmo coro. O governo tenta articulações dentro da lei ( não vamos questionar se é ou não moral), porém, nem todas as tentativas dão certo. Uma delas foi a tentativa de nomear o ex-presidente ,Luiz Inácio Lula da Silva, a Ministro Chefe da Casa Civil. Durou pouco tempo, foi cassado, porém vão recorrer: aguardamos. 

Do outro lado, também. Existem pessoas que defendem o governo e para eles está tudo bem, que o movimento do país é culpa da mídia golpista.  Eles também estão nas ruas para defender aquilo que acreditam. Só que diferente dos outros manifestantes, estes saem às ruas com bandeiras vermelhas de partidos e sindicatos.
Surpreende ver a população nas ruas e não só nas capitais, em cidades de todos os tamanhos. Isso mostra que o brasileiro cansou, cansou de trabalhar e ver seu salário indo embora. Cansou de pagar altas taxas de juros, cansou de ver a população mais sofrida ser usada para ganhar votos. Calma, não há criticas a programas sociais, afinal eles existem em diversos países, inclusive de 1° mundo. A revolta é da forma como é conduzido este assistencialismo por aqui.

O Brasil está ingovernável, é pouco provável que com esse cenário a presidente Dilma Rousseff chegue ao final do mandato. O impeachment já esta em pauta, o povo na rua não vai embora enquanto tudo não for passado a limpo. O povo quer mudança, podemos estar no início dela. Agora é arregaçar as mangas e fazer com que essa nação prospere. Avante Brasil, o destino de uma pátria passa pelo seu povo.

terça-feira, 15 de março de 2016

É crime ser babá ?

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Você reparou nessa foto? Ela anda circulando pela internet, foi tirada nas últimas manifestações. O que você acha dela? A foto não tem nada de mais, indica uma família que quer lutar por um país digno, acompanhado da babá dos filhos, trabalhar é crime? Da forma como foi apresentada a situação até parece que é.

Na verdade tentaram achar factoides para desqualificar o protesto. Espalharam que o movimento era de brancos burgueses ( então o Brasil é o país com maior número de pessoas ricas). Essa é a esquerda brasileira que ama fazer separações de grupos, coloca ricos contra pobres; negros contra brancos. Isso é estratégia, Lênin já dizia: separe a sociedade em classes para enfraquecer, enfraqueça para dominar.

Ao contrário do que eles pregam não existe este ódio todo, ninguém se incomoda na ascensão dos pobres, sabe por quê? Oras, vivemos numa sociedade capitalista, onde visa o lucro, quanto mais pessoas puderem gastar, melhor para os donos do capital. Então qual é a lógica deles não querer que o pobre prospere? Nenhuma. Quem ama a pobreza são os socialistas, eles amam tanto os pobres que os multiplica.

O Brasil precisa ser passado a limpo, o país não é de um partido político, a nação é de cada cidadão que aqui reside. Aqui ainda existe liberdade para protestar, liberdade de culto, liberdade de pensamento e principalmente liberdade de ser babá. 

sábado, 5 de março de 2016

Brasil em dia histórico


O Brasil sempre foi conhecido como a república dos bananas, e não se ofenda: haviam razões para isso. Mas, os tempos mudam, o brasileiro parece que acordou do sono que dormia em berço esplêndido.  Nunca se combateu tanto a corrupção na política como na atualidade. Mas, não pense que é mérito do atual governo, não é. Devemos isso à internet, sim, a internet. Por quê? Já é de conhecimento de todos que caiu na rede, já era. O conhecimento passa adiante e não pode ser retirado ou parado, embora tentem. Sendo assim: áudios, vídeos, imagens, tudo que vai parar na rede, vai para o conhecimento público. Não tem como se esquivar e dizer que não aconteceu, como era feito até pouco tempo. Como era difícil guardar registros, muitas coisas acabavam sendo esquecidas, e por consequência a roubalheira era feita numa boa. Agora, são explicações e mais explicações para tentar justificar tais atos.

E como é bom viver nesse período da história onde governos estão sendo destituídos, graças à força da rede mundial. A primavera árabe é um primeiro exemplo; aqui na América Latina não está sendo diferente. Diversos governos estão caindo e agora chegou a vez do Brasil. E o povo esta com sede de justiça, querem que os corruptos paguem pelos seus crimes. E já começou, políticos estão sendo presos e chamados a prestar depoimentos. E no dia 04 de março, um dos mais conhecidos líderes do mundo foi levado para esse fim.
Seja culpado ou inocente, nunca antes na história deste país alguém influente é chamado para depor. Lula. Ele que sempre gostou de ser o pioneiro, pode fazer as honras. Enquanto prestava depoimento o país era “incendiado”. Pessoas que queriam ver ele preso saíram às ruas para comemorar, enquanto militantes ptistas e simpatizantes saíram para protestar.

E essa é a maravilha da democracia, cada um expressando seu ponto de vista. O problema é quando isso extrapola e agressões surgem, como de fato surgiu. Talvez o caso mais grave, registrado, foi daquela senhora que teve a bandeira do Brasil arrancada de seu corpo e derrubada no chão. Se não bastasse os agressores ainda gritaram: precisa apanhar mesmo. Quando vemos situações como essa se perguntamos: a que ponto chegamos? Vale a pena ameaçar alguém que pensa diferente simplesmente por uma ideologia política?

Ainda teremos outros capítulos dessa série, mas, o bom é que o Brasil esta sendo passado a limpo e que ninguém esta acima da lei. O país precisa crescer em todos os sentidos e a corrupção é algo que freia. Seja quem for que esteja envolvido que responda pelos crimes, independente de partido. 

terça-feira, 1 de março de 2016

O Mito do pedestre europeu


Brasil, uma nação que ainda não conseguiu criar sua própria identidade. E pelo andar da carruagem isso está muito longe de acontecer. O que vemos é o brasileiro ser associado a questões não muito agradáveis. Para que o povo desta terra consiga reverter essa situação e caminhar para ser o que o europeu é, ainda levará muitos anos, isso se o caminho que o país está triando mudar o rumo; senão essa possibilidade será apenas uma utopia.

De todas as questões a que o pessoal mais gosta de fazer comparações é em relação ao motorista / pedestre. Sempre surge aquela história: Lá ( Europa) o pedestre colocou o pé na rua o carro para. Será que é assim mesmo?

Primeiro, o pedestre europeu não se comporta da mesma forma que o  brasileiro. Lá se atravessa na faixa de segurança e não em qualquer parte da rua, como acontece por aqui. Em países como a Dinamarca existem sinaleiros para a travessia, e eles só atravessam quando o sinal está verde, mesmo que não esteja vindo veículos é aguardado o sinal abrir; vocês acham que isso daria certo aqui? Outra, atravessar por baixo de passarela. Sabemos que ela  é para garantir a segurança, mas, aqui é sinônimo de perda de tempo. O curioso é que fazem manifestações, fecham rodovias, queimam pneus para ser construída uma travessia, depois que constroem simplesmente não a utiliza, vamos falar o que sobre isso?

Então, esse papo de colocar o pé na rua e o carro já parar, não é bem assim. Até por que existem as leis da física. Existe o tempo da reação da frenagem e a distancia que o veículo ainda percorre. Tem casos que simplesmente isso não é possível, e não por que o condutor não quer, mas, pelo que já foi citado: leis da física.  Lá eles têm essa compreensão, sabem dos direitos, mas são principalmente cumpridores dos deveres. Por isso não é nem honesto comparar as duas situações, pois, o senso de cidadania deles é muito maior do que dos brasileiros.

O que é falta aqui é o respeito, afinal, todos em algum momento são pedestres. E ano após ano o número de acidentes, inclusive com mortes, só cresce. Cada um tem sua parcela de responsabilidade para fazer um transito melhor. Aqui é cada um por si, vive-se numa selva de concreto.  Muitos têm a impressão que o povo não possui educação, e não me refiro apenas ao trafego de veículos, mas de tudo: andarilhos, bicicletas, skates, patins. De toda a cadeia, o pedestre é o elo mais fraco. Se você admira a forma como é o europeu, seja como eles aqui, faça o que eles fazem, crie um hábito, ensine pessoas, quem sabe um dia chegamos onde eles estão, hoje.