terça-feira, 1 de março de 2016

O Mito do pedestre europeu


Brasil, uma nação que ainda não conseguiu criar sua própria identidade. E pelo andar da carruagem isso está muito longe de acontecer. O que vemos é o brasileiro ser associado a questões não muito agradáveis. Para que o povo desta terra consiga reverter essa situação e caminhar para ser o que o europeu é, ainda levará muitos anos, isso se o caminho que o país está triando mudar o rumo; senão essa possibilidade será apenas uma utopia.

De todas as questões a que o pessoal mais gosta de fazer comparações é em relação ao motorista / pedestre. Sempre surge aquela história: Lá ( Europa) o pedestre colocou o pé na rua o carro para. Será que é assim mesmo?

Primeiro, o pedestre europeu não se comporta da mesma forma que o  brasileiro. Lá se atravessa na faixa de segurança e não em qualquer parte da rua, como acontece por aqui. Em países como a Dinamarca existem sinaleiros para a travessia, e eles só atravessam quando o sinal está verde, mesmo que não esteja vindo veículos é aguardado o sinal abrir; vocês acham que isso daria certo aqui? Outra, atravessar por baixo de passarela. Sabemos que ela  é para garantir a segurança, mas, aqui é sinônimo de perda de tempo. O curioso é que fazem manifestações, fecham rodovias, queimam pneus para ser construída uma travessia, depois que constroem simplesmente não a utiliza, vamos falar o que sobre isso?

Então, esse papo de colocar o pé na rua e o carro já parar, não é bem assim. Até por que existem as leis da física. Existe o tempo da reação da frenagem e a distancia que o veículo ainda percorre. Tem casos que simplesmente isso não é possível, e não por que o condutor não quer, mas, pelo que já foi citado: leis da física.  Lá eles têm essa compreensão, sabem dos direitos, mas são principalmente cumpridores dos deveres. Por isso não é nem honesto comparar as duas situações, pois, o senso de cidadania deles é muito maior do que dos brasileiros.

O que é falta aqui é o respeito, afinal, todos em algum momento são pedestres. E ano após ano o número de acidentes, inclusive com mortes, só cresce. Cada um tem sua parcela de responsabilidade para fazer um transito melhor. Aqui é cada um por si, vive-se numa selva de concreto.  Muitos têm a impressão que o povo não possui educação, e não me refiro apenas ao trafego de veículos, mas de tudo: andarilhos, bicicletas, skates, patins. De toda a cadeia, o pedestre é o elo mais fraco. Se você admira a forma como é o europeu, seja como eles aqui, faça o que eles fazem, crie um hábito, ensine pessoas, quem sabe um dia chegamos onde eles estão, hoje. 

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