Brasil, uma nação que ainda
não conseguiu criar sua própria identidade. E pelo andar da carruagem isso está
muito longe de acontecer. O que vemos é o brasileiro ser associado a questões
não muito agradáveis. Para que o povo desta terra consiga reverter essa
situação e caminhar para ser o que o europeu é, ainda levará muitos anos, isso
se o caminho que o país está triando mudar o rumo; senão essa possibilidade
será apenas uma utopia.
De todas as questões a que o
pessoal mais gosta de fazer comparações é em relação ao motorista / pedestre. Sempre
surge aquela história: Lá ( Europa) o pedestre colocou o pé na rua o carro para.
Será que é assim mesmo?
Primeiro, o pedestre europeu
não se comporta da mesma forma que o brasileiro. Lá se atravessa na faixa de
segurança e não em qualquer parte da rua, como acontece por aqui. Em países
como a Dinamarca existem sinaleiros para a travessia, e eles só atravessam
quando o sinal está verde, mesmo que não esteja vindo veículos é aguardado o
sinal abrir; vocês acham que isso daria certo aqui? Outra, atravessar por baixo
de passarela. Sabemos que ela é para garantir
a segurança, mas, aqui é sinônimo de perda de tempo. O curioso é que fazem
manifestações, fecham rodovias, queimam pneus para ser construída uma travessia,
depois que constroem simplesmente não a utiliza, vamos falar o que sobre isso?
Então, esse papo de colocar
o pé na rua e o carro já parar, não é bem assim. Até por que existem as leis da
física. Existe o tempo da reação da frenagem e a distancia que o veículo ainda
percorre. Tem casos que simplesmente isso não é possível, e não por que o
condutor não quer, mas, pelo que já foi citado: leis da física. Lá eles têm essa compreensão, sabem dos direitos,
mas são principalmente cumpridores dos deveres. Por isso não é nem honesto
comparar as duas situações, pois, o senso de cidadania deles é muito maior do
que dos brasileiros.
O que é falta aqui é o
respeito, afinal, todos em algum momento são pedestres. E ano após ano o número
de acidentes, inclusive com mortes, só cresce. Cada um tem sua parcela de
responsabilidade para fazer um transito melhor. Aqui é cada um por si, vive-se
numa selva de concreto. Muitos têm a
impressão que o povo não possui educação, e não me refiro apenas ao trafego de
veículos, mas de tudo: andarilhos, bicicletas, skates, patins. De toda a cadeia,
o pedestre é o elo mais fraco. Se você admira a forma como é o europeu, seja
como eles aqui, faça o que eles fazem, crie um hábito, ensine pessoas, quem
sabe um dia chegamos onde eles estão, hoje.
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