
Facilidades da modernidade,
quem não gosta? A tendência humana sempre foi para facilitar seu lado. O homem
sempre tentou criar mecanismo que o pudessem auxiliar o seu dia a dia e
facilitar a vida. E esse último século foi o que mais proporcionou essa “ajuda’,
e agora no século XXI estamos indo muito além do imaginado, com tecnologias e
facilidades que antes só era idealizada nos roteiros de ficção científica. Acostumamos
com isso, e abandonamos a forma manual das coisas. Há quem diga que isso
deixou-nos preguiçosos e com pensamento mais lento. Smartphone virou a extensão
do corpo, um segundo coração, para ser mais preciso. O bloquinho de papel com a
caneta sumiu; tudo vai para o bloco de notas, e o aparelho avisa o recado.
Calendário é do tempo da vovó. Rádio, televisão, tudo foi parar no celular.
Você pode comprar o que quiser sem sair de casa. A tecnologia é isso, mas o que
acontece quando ela falha? Ninguém pensa nessa possibilidade, mas tem momentos
que ela simplesmente não funciona, e deixa de funcionar por questões externas.
Confesso que todo esse
desenvolvimento é muito bom, fomos agraciados por nascer neste período da
história. O problema é que tudo isso fez com que o homem se isolasse e criasse
uma bolha para si mesmo. As relações humanas se esfriaram numa velocidade
impressionante. Cadê as pessoas que ficam de prosa no final do dia na rua, cadê
as crianças correndo e brincando, nem campainha elas tocam mais. Os rabiscos em
caderno, os diários das adolescentes, a turma se reunindo em bibliotecas para
fazer trabalho do colégio. Muitos são os saudosistas, porém, essas saudades
viram meme no Facebook: me respeita por que sou de tal época. E quando se tenta
reunir a galera para algum evento social? Desculpas, desculpas e mais
desculpas. Por mais que se queira estar presente, outro compromisso acaba
ganhando. “O pessoal só se reúne mesmo na hora de enterrar alguém”. Ultimamente até velórios dá para acompanhar
via internet, então...
A vida foi facilitada, já o
social caiu como nunca antes. Se por um lado tivemos sorte de ter tanta coisa
legal, por outro lado tivemos azar. O homem foi criado para ter
relacionamentos, máquina não tem sentimento. Conversar por uma tela não pode substituir
o olho no olho. Passar a folga num parque ainda é melhor do que no sofá “admirando”
a vida dos outros. Aliás, não tem a
menos necessidade de expor a vida; o melhor acontece offline. Por mais que muitos admitam que não seja
dependente de tecnologia, não sabem se virar sem ela. Pois é, não queríamos ser
refém, mas acabamos sendo.
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