terça-feira, 28 de maio de 2019

Não queremos ser refém da tecnologia, mas somos

17 imagens que mostram como o celular tem nos dominado

Facilidades da modernidade, quem não gosta? A tendência humana sempre foi para facilitar seu lado. O homem sempre tentou criar mecanismo que o pudessem auxiliar o seu dia a dia e facilitar a vida. E esse último século foi o que mais proporcionou essa “ajuda’, e agora no século XXI estamos indo muito além do imaginado, com tecnologias e facilidades que antes só era idealizada nos roteiros de ficção científica. Acostumamos com isso, e abandonamos a forma manual das coisas. Há quem diga que isso deixou-nos preguiçosos e com pensamento mais lento. Smartphone virou a extensão do corpo, um segundo coração, para ser mais preciso. O bloquinho de papel com a caneta sumiu; tudo vai para o bloco de notas, e o aparelho avisa o recado. Calendário é do tempo da vovó. Rádio, televisão, tudo foi parar no celular. Você pode comprar o que quiser sem sair de casa. A tecnologia é isso, mas o que acontece quando ela falha? Ninguém pensa nessa possibilidade, mas tem momentos que ela simplesmente não funciona, e deixa de funcionar por questões externas.

Confesso que todo esse desenvolvimento é muito bom, fomos agraciados por nascer neste período da história. O problema é que tudo isso fez com que o homem se isolasse e criasse uma bolha para si mesmo. As relações humanas se esfriaram numa velocidade impressionante. Cadê as pessoas que ficam de prosa no final do dia na rua, cadê as crianças correndo e brincando, nem campainha elas tocam mais. Os rabiscos em caderno, os diários das adolescentes, a turma se reunindo em bibliotecas para fazer trabalho do colégio. Muitos são os saudosistas, porém, essas saudades viram meme no Facebook: me respeita por que sou de tal época. E quando se tenta reunir a galera para algum evento social? Desculpas, desculpas e mais desculpas. Por mais que se queira estar presente, outro compromisso acaba ganhando. “O pessoal só se reúne mesmo na hora de enterrar alguém”.  Ultimamente até velórios dá para acompanhar via internet, então...

A vida foi facilitada, já o social caiu como nunca antes. Se por um lado tivemos sorte de ter tanta coisa legal, por outro lado tivemos azar. O homem foi criado para ter relacionamentos, máquina não tem sentimento. Conversar por uma tela não pode substituir o olho no olho. Passar a folga num parque ainda é melhor do que no sofá “admirando” a vida dos outros.  Aliás, não tem a menos necessidade de expor a vida; o melhor acontece offline.  Por mais que muitos admitam que não seja dependente de tecnologia, não sabem se virar sem ela. Pois é, não queríamos ser refém, mas acabamos sendo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário