sábado, 31 de dezembro de 2022

Fim de uma era, morre papa Bento XVI


O Vaticano confirmou que no inicio desta manhã, o papa Bento XVI, morreu. Joseph Aloisius Ratzinger, pelo nome de batismo, foi o vigário mais longevo da história, viveu 95 anos. Nascido na Alemanha em 16 de Abril de 1927 tornou-se papa em 2005, após a morte de João Paulo II. Foi o primeiro a renunciar em 600 anos, foi o papa número 265. Desde que renunciou vivia recluso em um mosteiro no Vaticano.

Nos últimos dias a assessoria já havia anunciado que a saúde do papa havia piorado, Francisco chegou a pedir orações para o pontífice. Agora as cerimônias de preparação para o enterro devem começar na próxima semana, finalizando dia 05.  Como não era o papa titular, não haverá conclave, o conclave acontece sempre com a morte do líder da igreja.

Um pouco do histórico...

Entrou para o seminário aos 12 anos.

Na adolescência, estudou grego e latim, e mais tarde se doutorou em teologia pela Universidade de Munique.

Foi professor de Teologia durante 25 anos na Alemanha, antes de ser nomeado arcebispo de Munique. Em seguida virou o guardião do dogma da Igreja Católica durante outros 25 anos em Roma.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Futebol está de luto, Adeus a Pelé


Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Atleta do século deixou sua marca nas redes, aliás, marcou 1283 vezes. Talvez seja difícil dizer qual foi o gol mais bonito, vê-lo jogar quase certeza que viria uma genialidade. Foi agraciado com um dom e neste dom conseguiu ser muito além. Admirado até pelos adversários, mesmo balançando as redes ganhava os aplausos. Podem ter sido outros tempos, no entanto, até hoje não se conheceu outro futebolista com tamanha habilidade nos pés. A bola foi sua melhor amiga,  através dela muitas coisas lhe foram proporcionadas, soube aproveitar.  

 Títulos sobre títulos: seis campeonatos brasileiros, supercopa sul-americana, campeão jogando pelo Cosmos, libertadores, Mundial, Recopa, campeonato paulista, torneio Rio-São Paulo. E claro, três Copas do Mundo, 1958,1962,1970. Números que ninguém bateu até hoje. Encantou o mundo com jogadas geniais, temido pelos adversários, porém respeitado e admirado. Talento que levou a ser conhecido muito além dos gramados da vila Belmiro, a fama rodou o mundo, e estamos falando de um período onde não havia internet e as transmissões televisivas não tinham tanta tecnologia. Brasil era sinônimo de futebol, tornou-se um dos brasileiros mais conhecidos. Construiu um legado, e hoje foi a hora do adeus. E este adeus é definitivo, os dias na Terra terminaram, no entanto, seu nome e feitos serão lembrados para sempre, contribuiu muito para o futebol, muitos meninos se espelhavam e continuaram se espelhando nele, para de repente quem sabe também construir uma história no esporte.

O menino de Três Corações, MG, consagrou-se no litoral paulista, desejou seguir a mesma carreira do pai, prometeu a ele que ganharia uma Copa para o Brasil, após a final da Copa de 50. Cumpriu a promessa e foi muito além. Até para quem não gosta, ou não acompanha o futebol, Pelé é admirado. Sei que muitos de nós, não tivemos a oportunidade de vê-lo atuar, porém, as histórias que nos passam transmitem confiança. Foi grande em sua área, agora o ciclo se encerrou.

E é importante, como curiosidade, contar. Sabiam que no último jogo do Pelé, foi um amistoso Santos X Cosmos, os dois únicos clubes que ele defendeu e que ele jogou em cada tempo por uma equipe. Sabiam disto? 


 

domingo, 18 de dezembro de 2022

A melhor final da história

 

Não sei qual é sua relação com o futebol, mas sei que muitos acompanham o esporte somente em época de Copa do Mundo. Não poderia ser diferente, o torneio meche com sentimentos diversos, conecta os povos, alimenta sonhos e esperanças. E neste curto período de um mês que talentos são demonstrados para audiência do mundo todo. Poder de superação, descobrir o novo, brincar. Copa do Mundo não se explica, se vive. Trinta e duas seleções disputam o objetivo único, vencer. Quanto mais se avança o torneio, mas se afunila, algumas surpresas surgem, outras favoritas arrumam as malas. E assim foi, restou apenas duas: Argentina e França. Sim, elas estavam entre as favoritas, mas entre estar e chegar há uma diferença. E elas venceram as diferenças, todos pensaram que a Argentina não iria longe ao perder o jogo da estreia para Arábia Saudita ou que a França não era tudo isto ao perder o terceiro jogo da primeira fase para a Tunísia. E como sabemos futebol não é uma ciência exata, jogaram com o regulamento, foram vencendo, vencendo e garantiram vaga na final.  

Sem exageros, que final, para os amantes do futebol, foi mais do que um espetáculo, algo épico que ficará registrado para sempre. Não havia favorito, mas preferidos; alguns pela Argentina, outros pela França, desta forma, brilhou o bom futebol. A França queria defender o título, ser a terceira seleção a ganhar duas copas na sequência. A Argentina queria encerar um jejum de 36 anos. Ambos tinham seus craques, e apareceram no jogo, deixaram seus gols na contagem. Mas apenas um lado sairia com a taça na mão. E o resultado? Temos um tricampeão, Argentina. E foi um teste para cardíaco, quando tudo pareceu que se resolveria no primeiro tempo, a França resolveu emocionar a partida. Em três minutos empatou o jogo, daí pressão de cada lado, ninguém querendo ir à prorrogação. Mas quis o destino estender a partida. Prorrogação, segundo tempo, Argentina faz mais um, seria o gol do título? Ainda não, França empataria com um pênalti. Resultado que levou a disputa para os pênaltis.

Loteria? É isto que alguns dizem sobre está disputa. Mas, na real envolve outras coisas: emocional, treino e preparo. A soma de tudo isto é o resultado. E desta vez está equação sorriu para a alviceleste. Alegria de um lado, tristeza do outro. Mas, nos expectadores do mundo todo, vibramos com cada lance, cada passe, cada toque, cada defesa. Não temos como precisar qual é o sentimento dos que estão nas quatros linhas, deve ser uma mistura de diversos sentimentos e pensamentos. Mas, que eles juntos transformaram uma partida, isto não podemos negar. Sabemos que cada jogo é uma história. Outras Copas virão, não sabemos o que o futuro aguarda, mas pelo que vimos até hoje, vai ser difícil ter uma partida como esta. Por isto que o futebol é o esporte mais popular e a Copa do mundo o torneio mais emocionante. Obrigado a todos os atletas de cada uma das seleções que se fizeram presente, obrigado França e Argentina por uma final incrível. Congratulações Argentina pela terceira estrela, o Tri já é realidade.  


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Espanha entregou o jogo?


Uma dúvida que entrará para a história: Espanha entregou o jogo? Há uma expressão no futebol que diz: jogar com o regulamento debaixo do braço. Com a classificação podendo ser administrada, fica mais suave jogar, porém, pode não sair como o planejado. Na partida em questão havia vantagem em perdeu o jogo? Até em tão o desenho mostrava um caminho mais fácil, no entanto, ao final da terceira rodada,o caminho mais fácil, tecnicamente, é o outro lado. A princípio o primeiro lugar do grupo faria o jogo com Bélgica ou Croácia, o segundo com Marrocos, ou seja, tendo em vista o retrospecto, este seria o melhor caminho. Por este pensamento havia vantagem em ser o segundo.

Jogar com Marrocos é tecnicamente mais vantajoso do que com uma Croácia. Mas jogar para perder é correto? Aqui vamos entrar num debate. É arriscado, pois pode acabar tendo outro efeito, como quase teve. Por alguns minutos, no outro jogo, a Costa Rica estava à frente no placar e com isso a Espanha estava dizendo adeus também. Mas a Alemanha fez a parte dela, virou o jogo. Daí ficou no aguardo pelo mesmo “favor” da Espanha. Só que não veio. Analisando este cenário, será que podemos agora dizer que houve uma entrega?  

 Se afirmarmos que sim, estaríamos tirando o mérito dos japoneses, que vem evoluindo no esporte. E outra, jogar dependendo de outros resultados é complicado, pode dar certo como pode não dar. Neste caso, não deu. Mas a Alemanha, sabendo do que estava acontecendo no outro jogo, por que não fez mesmo? Hombridade. E depois o espírito esportivo não é este, é competir e acreditar até o fim. Temos diversos exemplos de viradas incríveis no final.

A Alemanha é uma das seleções mais presentes em mundiais, é tetra campeã, esteve em 8 finais. Sempre guerreira, tanto que no primeiro título, em 54, na Suíça, foi considerada zebra, ganhou da favoritaça Hungria. O tempo mostrou que não foi o acaso ganhar aquela Copa. No entanto, se a Espanha entregou ou não, só Deus pode responder. Nós queremos acreditar que não, mas de qualquer forma, boa sorte para Japão e Espanha na continuidade, criem suas história assim como a Alemanha criou a dela.