quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Árvores Não falam

 

Cara, como é gostoso fazer trilha, ao longe já ouço a queda da água, passarinhos cantando os quais, na maioria, não consigo identificar. Afinal, não sou especialista em aves, na verdade não sou especialista em nada, já cheguei a se sentir o pior naquilo que faço de melhor. 

- Não diga isto? 

- Como é? Ah, onde?

barulho do vento....

- Será que estou louco? 

- Humanos sendo humanos. Se eles nos ouvissem, nenhuma de nós estaria em risco. 

- Quem disse isto? 

- Olhe para cima, está vendo meus galhos balançarem e algumas folhas caindo de mim? 

- Mas isto é impossível árvores não falam.. 

- Sempre falamos, só que não éramos ouvidas. Agora decidimos gritar... queremos viver!  Menino, você parece gostar da natureza, mas os seus pares, muitos deles, não. Quando vocês irão perceber que eliminando nós, vocês estarão com os dias contados também. 

- Ainda bem que é minha imaginação, senão fosse eu pegaria uma motosserra e colocaria abaixo. 

- Sua imaginação faz isso...

A árvore deixa cair um pequeno galho na cabeça do garoto...

- Ai, não... 

Ele sai correndo

- Humanos quando que irão aprender que nós também fazemos parte deste mundo ! 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Vida de artista

 

Já parou para refletir sobre como vivem as pessoas fanáticas por algum artista? Chega a dar pena. E as adolescentes suspirando por carinhas que jamais darão a menor atenção a elas? Algumas gastam todo o salário comprando pôsteres, revistas, discos. Perdem noites de sono assistindo a entrevistas, investindo um dinheiro que nunca terá retorno. Mas elas juram que, um dia, vão casar com seus ídolos.

E os papos dessas fanáticas? Não conseguem falar cinco palavras sem que quatro sejam sobre ele. Será que isso é uma doença? Se for, espero que tenha cura. Mas o que podemos fazer para que essas histéricas se controlem?

Opções:

a) Jogar um balde de água fria.

b) Soltar uma nota da imprensa dizendo que o dito cujo saiu do armário.

c) Espalhar que o artista fará uma turnê fora do país e, em seguida, abandonará a carreira.

d) Deixar que se lasquem.

Seja qual for a resposta, essas meninas precisam entender que ser fanática por um artista não leva a nada. E isso, digo eu, um menino que tinha as maiores das boas intenções que foi largado por uma destas que só sabe sair a cola deste tal artista. Ou seja, falo sem pretensão ou qualquer interesse.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

O Baralho da Política: Quem Blefa, Quem Joga?

 


Prezado senhor presidente da república, aqui fala seu súdito, embora você não seja rei. Mas quero te contar como está a vida de um plebeu. Acredito que os seus bobos da corte até te falam, no entanto, você acha que é piada. Sei que para alguém que vive num castelo e sem noção alguma do que se passa na plebe, pode parecer brincadeira determinadas notícias. Mas, creia, meu precaríssimo. 

Seus aspones vivem só de bajulação, e enquanto tiver caviar e um bom vinho permaneceram fiéis aos ideais. Para ti pode parecer perfeito, estar com as cartas nas mãos pode ser vantajoso, mas não esqueça: tem muita gente que blefa muito bem. Por isso atrevo-me a dizer cuidado com os cartiadores. Não falo para ti ter uma carta na manga, mas sim o baralho todo. Não é exagero de minha parte, se não acredita observe a água que seus cavalos andam tomando. 

Talvez estas palavras não façam sentido para ti, ok. Mas observe quando o tempo fecha até o canto dos pássaros muda. Que som você tem ouvido? Desta forma ilustre comunico que os eleitores, ou o que você chama de povo, não estão satisfeitos com sua conduta. Esperamos que entenda que o feudalismo acabou e que agora todos têm voz. Queremos falar! 


Redação de Volta às Aulas: O Tema de Sempre?

 



Hoje voltam as aulas. As férias acabaram, e adivinhe qual é o tema da redação? Isso mesmo: 'minhas férias'. Todo ano a mesma história, será que os professores de redação não têm criatividade? 

Não é muito prazeroso voltar a estudar ainda no auge do verão. Se dependesse de mim, estaria em uma piscina, e não escrevendo uma redação contando sobre minha vida para um estranho. E, por estranho, refiro-me a alguém que não tem ligação de sangue comigo.

Então, como posso começar? Pode ser assim: Minhas férias foram muito legais! Eu brinquei com meus primos, jogamos muita bola e comemos muitos bolinhos de chuva. Teve um dia que fomos ao zoológico. Poderia escrever uma redação assim, cheio de coisas meigas, de repente escrever até de caneta rosa. Mas isso não reflete a verdade. 

E a verdade é uma só: não gosto de sua metodologia de ensino. Perdão, professor, mas é a verdade. Sua forma de ministrar aulas é ultrapassada. Acredito que nem você queria retornar das férias. 

Posso parecer um sujeito rude e sem empatia, mas, na real eu sou um entusiasta da verdade. Quero muito que com essa minha declaração o senhor repense a ementa escolar para o ano. Se nem eu nem você queríamos voltar, então não vamos nos torturar. Se trabalharmos juntos, podemos fazer um ano letivo incrível. 

 No próximo ano, não passe mais este tema. Seja criativo! Sei lá, mande-nos escrever uma carta ao ministro da educação, cobrando uma escola de excelência para todos os futuros profissionais desta nação. 

É só um conselho, mestre.

O Lápis Chegou, Mas as Penas Não se Rendam!

 

Afie sua pena, talvez seja a última vez que irá usá-la. Acredita nisso, meu amigo? Estão dizendo que não será mais necessário escrever com penas. Você acredita nisso? Estão falando que a moda agora é de um tal de lápis.  

Pelo que entendi, colocam um tal de grafite dentro de um pedacinho de madeira, e vai usando até desgastar. Mas, meu caro, isso deve ter vida curta. O grafite logo acaba, diferente das penas de ganso. Enquanto existir gansos, estaremos empregados. 

Sabe que não vou nem me dar ao trabalho de testar essa revolução. Pois hoje acabam com nossas penas, amanhã já não teremos mais nem velas ,e quando nos dermos conta, nem nosso papel teremos para escrever. Por isso, não se deve seguir modismos. Sempre terá emprego para quem sabe escrever e tiver uma pena no bolso. E, caso perca no caminho, terá uma galinha para quebrar o galho. Diferente do lápis. 

Por isso, leve na esportiva a primeira frase que te disse: Afie sua pena, talvez seja a última vez que irá usá-la. Isto nunca irá acontecer. 


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

O Impacto da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho: Desafios e Oportunidades para o Futuro

 

Tenho uma entrevista de emprego, preciso ir de ônibus, passo meu cartão na catraca, já que não há cobrador. O ônibus chega ao terminal, mas que surpresa, ele é automática, não tem mais a necessidade de motorista: viva o progresso. Quando chego ao meu ponto, vou fazer um lanche: que bom que existe máquinas que posso comprar o que quero, não tem necessidade de ficar em filas e esperar que fique pronto. Com isso ganha-se tempo, afinal estamos sempre com pressa.

No telão em frente, um canal de notícias todo digitalizado, todo feito em inteligência artificial, inclusive apresentadores e repórter. O tema em pauta são as operações feitas por robôs, num futuro próximo não haverá mais necessidade de médicos, os diagnósticos serão instantâneos.

No prédio que entro para entrevista não há porteiro, o reconhecimento é facial. Há cerca de vinte candidatos, uma vaga. Uma concorrência um pouco maior do que previa, mas vamos lá. O entrevistador está presente na sala em forma de holograma. Não sei se é alguém real ou se é criado pela inteligência artificial. Contou sobre a vaga, o aprovado seria o representante comercial da companhia. Mas isto somente até acabarem de desenvolver um aplicativo que permite interações com o cliente sem a necessidade de presença humana, e segundo ele isto está muito próximo de acontecer, disse entusiasmado. Ficamos em choque, como assim a profissão de vendedor pode não ser mais útil?

Desta forma, lembrei do meu dia e tudo que fiz. Percebi que só interagi com máquinas, e a realidade está sendo justamente está. Questionei-me se deveria ir morar num sítio e ir criar galinhas, esperar a morte chegar, encantei-me com toda a tecnologia, mas quando me vi prejudicado por ela, fiquei com medo.

Com todo esse progresso, que tanto me encantou, também veio o medo. A tecnologia pode melhorar a vida, mas também tem o poder de nos deixar sem opções, substituindo funções que antes eram feitas por pessoas. Esse é o grande dilema do futuro: como conciliar o avanço da inteligência artificial com a manutenção de empregos e a valorização do trabalho humano?