Prezado senhor presidente da república, aqui fala seu súdito, embora você não seja rei. Mas quero te contar como está a vida de um plebeu. Acredito que os seus bobos da corte até te falam, no entanto, você acha que é piada. Sei que para alguém que vive num castelo e sem noção alguma do que se passa na plebe, pode parecer brincadeira determinadas notícias. Mas, creia, meu precaríssimo.
Seus aspones vivem só de bajulação, e enquanto tiver caviar e um bom vinho permaneceram fiéis aos ideais. Para ti pode parecer perfeito, estar com as cartas nas mãos pode ser vantajoso, mas não esqueça: tem muita gente que blefa muito bem. Por isso atrevo-me a dizer cuidado com os cartiadores. Não falo para ti ter uma carta na manga, mas sim o baralho todo. Não é exagero de minha parte, se não acredita observe a água que seus cavalos andam tomando.
Talvez estas palavras não façam sentido para ti, ok. Mas observe quando o tempo fecha até o canto dos pássaros muda. Que som você tem ouvido? Desta forma ilustre comunico que os eleitores, ou o que você chama de povo, não estão satisfeitos com sua conduta. Esperamos que entenda que o feudalismo acabou e que agora todos têm voz. Queremos falar!
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