Parecia
final de Copa do Mundo, mas era muito mais do que isso. No último domingo, 17
de abril, o Brasil ganhou um novo capítulo nos livros de história: votação do
impeachment da presidente Dilma. O país inteiro acompanhou atento a votação de
cada um dos 513 deputados, 367 votaram a favor; número mais do que o suficiente
para encaminhar o pedido ao senado. 137 foram contrários ao pedido, houve ainda
7 abstenções e 2 ausências.
Foram
6h e 2 minutos de votação, um a um; subiu e declarou abertamente sua posição:
sim ou não. No entanto, muitos usaram o espaço para mandar saudações, lembrar-se
de fatos históricos e personalidades. E
como não poderia deixar de ter, muita polêmica. O caso mais emblemático da
sessão foi a cusparada que o Deputado Jean Wyllys (PSOL) deu no também Deputado
Jair Bolsonaro (PSC), ambos do Rio de Janeiro.
No
país pessoas se reuniram em todos os cantos para acompanhar em telões o que se
passava em Brasília. A expectativa era grande e incerta para ambos os lados, o
governo acreditava que venceria, mesmo apertado. Porém, surpresas surgiram no
decorrer do dia; exemplo, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) que renunciou a
presidência do partido para não ferir sua convicção política, ele votou sim.
Outro que mudou o voto foi o Deputado Tiririca (PR-SP). O Deputado que deu o
voto 342 ( necessário para abertura do pedido) foi Bruno Araújo (PSDB-PE). "Quanta honra o
destino me reservou ao sair da minha voz o grito de esperança de milhões de
brasileiros", disse antes de proclamar seu voto a favor.
Agora
a esperança do governo é que a decisão seja barrada no senado. Sendo aprovado
por lá, Dilma Rouseff ficará afastada por 180 dias; assume o vice Michel Temer.
Caso o impeachment não passe pela última
análise ela reassume o cargo.
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