quinta-feira, 21 de abril de 2016

Impeachment, sim ou não?


Parecia final de Copa do Mundo, mas era muito mais do que isso. No último domingo, 17 de abril, o Brasil ganhou um novo capítulo nos livros de história: votação do impeachment da presidente Dilma. O país inteiro acompanhou atento a votação de cada um dos 513 deputados, 367 votaram a favor; número mais do que o suficiente para encaminhar o pedido ao senado. 137 foram contrários ao pedido, houve ainda 7 abstenções e 2 ausências.

Foram 6h e 2 minutos de votação, um a um; subiu e declarou abertamente sua posição: sim ou não. No entanto, muitos usaram o espaço para mandar saudações, lembrar-se de fatos históricos e personalidades.  E como não poderia deixar de ter, muita polêmica. O caso mais emblemático da sessão foi a cusparada que o Deputado Jean Wyllys (PSOL) deu no também Deputado Jair Bolsonaro (PSC), ambos do Rio de Janeiro.  

No país pessoas se reuniram em todos os cantos para acompanhar em telões o que se passava em Brasília. A expectativa era grande e incerta para ambos os lados, o governo acreditava que venceria, mesmo apertado. Porém, surpresas surgiram no decorrer do dia; exemplo, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) que renunciou a presidência do partido para não ferir sua convicção política, ele votou sim. Outro que mudou o voto foi o Deputado Tiririca (PR-SP). O Deputado que deu o voto 342 ( necessário para abertura do pedido) foi  Bruno Araújo (PSDB-PE). "Quanta honra o destino me reservou ao sair da minha voz o grito de esperança de milhões de brasileiros", disse antes de proclamar seu voto a favor.

Agora a esperança do governo é que a decisão seja barrada no senado. Sendo aprovado por lá, Dilma Rouseff ficará afastada por 180 dias; assume o vice Michel Temer.  Caso o impeachment não passe pela última análise ela reassume o cargo. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário