segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Balanço eleições 2018 1° turno

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Ano de Copa também é ano de eleições presidenciais, e a de 2018 está sendo diferenciada das demais. Assim como as últimas quatro eleições essa será decidida no segundo turno.  Jair Bolsonaro X Fernando Haddad disputam a preferência do eleitor. O pleito será domingo, dia 28 de outubro.

Esta campanha foi a mais “pobre” de toda a história. O tempo de propaganda foi reduzido, bem como os materiais de campanha. Dessa forma a internet que foi a responsável por alavancar candidaturas. Provavelmente o mais beneficiado foi o candidato do PSL; não tinha fundo partidário, sem uma grande coligação e apenas 8 segundos de exposição na TV. Porém, nas redes sociais dominou, mais de 6 milhões de seguidores e batendo recordes a cada live feita. Ainda mais depois que ficou impossibilitado de fazer campanha, devido a facada. Toda essa soma levou-o a 46% dos votos. Estatisticamente ele vence as eleições. 1° Nunca quem saiu atrás ganhou, 2° Vivemos uma onda anti PT, 3° Quem votou no Geraldo Alckmin, João Amoedo e Álvaro Dias  não votaria em Fernando Haddad, 4° tempo muito curto para uma mudança brusca.

Fernando Haddad começou tarde a campanha, o PT teve por estratégia tentar Lula até o último momento, como não deu partiu para o plano B. Até teve uma ascensão, porém somente quando era apresentado como candidato do Lula. Afinal ele é um total desconhecido da maior parte do eleitorado, seu histórico na política: ministro da educação no governo Lula e prefeito de São Paulo 2012/2016. Não conseguiu se reeleger; perdeu para João Dória. Agora no 2° para presidente terá 20 dias para reverter: tarefa muito difícil.

Marina Silva da Rede foi a maior decepção. Tentando o planalto pela 3° vez viu sua votação desmoronar. Em 2014 ela brigava com Aécio Neves até os últimos dias para ir ao 2° turno, agora apenas 1% das pessoas confiaram o voto nela.

Álvaro Dias saiu menor do que entrou. Começou a campanha aparecendo com 6% e liderando no Paraná e segundo na preferência do Sul. Foi caindo, caindo até que o resultado das urnas saiu: menos de 1%.

Henrique Meireles não se explica, pelo menos não com nossa visão de mundo. Colocou na campanha 54 milhões de recursos próprios. Um montante bem considerável para alguém que não aparentava uma ambição. Acabou com pouco mais de 1%. Talvez o fato de ser o candidato do governo ajudou a não decolar, já que existem muitas denuncias de corrupção na atual gestão.

Ciro Gomes sonhava em herdar os votos do Lula, em certos momentos já se achava vitorioso. Porém, no principal reduto eleitoral, o nordeste não conseguiu tirar a herança destinada ao Haddad. Acabou ganhando apenas no Ceará. É bem provável que esses votos migrem para o candidato do PT.

Geraldo Alckmin, o PSDB se apequenou. Não conseguiu ganhar nem em São Paulo, tradicional reduto tucano. Teve o maior tempo de televisão, porém, a estratégia consistia em atacar o principal adversário. Pouca proposta foi mostrada.  

Cabo Daciolo é o candidato que caiu nas graças, com seu jeito irreverente e com sua forte demonstração de fé. Ele nos debates sempre era um caso a parte ficou lembrado pelo beijo que mandou para mãe e a “varoa” quando a pergunta foi sobre política sobre as mulheres.

Guilherme Boulos foi o mais jovem candidato à presidência até hoje. Aparentemente tinha uma linha de defesa do Lula. Essa foi a 4° eleição que o PSOL participou e foi a de pior desempenho.   

Não podemos esquecer-nos do dono do melhor jingle: Ey ey Eymael um democrata cristão. Não fez nada de relevante.

Vera Lucia do PSTU, João Golart Filho do PPL saíram da forma que entraram, sem alardes.


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