
Ano de Copa também é ano de eleições
presidenciais, e a de 2018 está sendo diferenciada das demais. Assim como as
últimas quatro eleições essa será decidida no segundo turno. Jair
Bolsonaro X Fernando Haddad disputam a preferência do eleitor. O pleito será
domingo, dia 28 de outubro.
Esta campanha foi a mais “pobre”
de toda a história. O tempo de propaganda foi reduzido, bem como os materiais
de campanha. Dessa forma a internet que foi a responsável por alavancar
candidaturas. Provavelmente o mais beneficiado foi o candidato do PSL; não
tinha fundo partidário, sem uma grande coligação e apenas 8 segundos de
exposição na TV. Porém, nas redes sociais dominou, mais de 6 milhões de
seguidores e batendo recordes a cada live feita. Ainda mais depois que ficou
impossibilitado de fazer campanha, devido a facada. Toda essa soma levou-o a
46% dos votos. Estatisticamente ele vence as eleições. 1° Nunca quem saiu atrás
ganhou, 2° Vivemos uma onda anti PT, 3° Quem votou no Geraldo Alckmin, João
Amoedo e Álvaro Dias não votaria em Fernando Haddad, 4° tempo muito
curto para uma mudança brusca.
Fernando Haddad começou tarde a
campanha, o PT teve por estratégia tentar Lula até o último momento, como não
deu partiu para o plano B. Até teve uma ascensão, porém somente quando era
apresentado como candidato do Lula. Afinal ele é um total desconhecido da maior
parte do eleitorado, seu histórico na política: ministro da educação no governo
Lula e prefeito de São Paulo 2012/2016. Não conseguiu se reeleger; perdeu para
João Dória. Agora no 2° para presidente terá 20 dias para reverter: tarefa
muito difícil.
Marina Silva da Rede foi a maior
decepção. Tentando o planalto pela 3° vez viu sua votação desmoronar. Em 2014
ela brigava com Aécio Neves até os últimos dias para ir ao 2° turno, agora
apenas 1% das pessoas confiaram o voto nela.
Álvaro Dias saiu menor do que
entrou. Começou a campanha aparecendo com 6% e liderando no Paraná e segundo na
preferência do Sul. Foi caindo, caindo até que o resultado das urnas saiu:
menos de 1%.
Henrique Meireles não se explica,
pelo menos não com nossa visão de mundo. Colocou na campanha 54 milhões de
recursos próprios. Um montante bem considerável para alguém que não aparentava
uma ambição. Acabou com pouco mais de 1%. Talvez o fato de ser o candidato do
governo ajudou a não decolar, já que existem muitas denuncias de corrupção na
atual gestão.
Ciro Gomes sonhava em herdar os
votos do Lula, em certos momentos já se achava vitorioso. Porém, no principal
reduto eleitoral, o nordeste não conseguiu tirar a herança destinada ao Haddad.
Acabou ganhando apenas no Ceará. É bem provável que esses votos migrem para o
candidato do PT.
Geraldo Alckmin, o PSDB se apequenou. Não
conseguiu ganhar nem em São Paulo, tradicional reduto tucano. Teve o maior
tempo de televisão, porém, a estratégia consistia em atacar o principal
adversário. Pouca proposta foi mostrada.
Cabo Daciolo é o candidato que caiu nas
graças, com seu jeito irreverente e com sua forte demonstração de fé. Ele nos
debates sempre era um caso a parte ficou lembrado pelo beijo que mandou para
mãe e a “varoa” quando a pergunta foi sobre política sobre as mulheres.
Guilherme Boulos foi o mais jovem
candidato à presidência até hoje. Aparentemente tinha uma linha de defesa do
Lula. Essa foi a 4° eleição que o PSOL participou e foi a de pior
desempenho.
Não podemos esquecer-nos do dono do
melhor jingle: Ey ey Eymael um democrata cristão. Não fez nada de relevante.
Vera Lucia do PSTU, João Golart
Filho do PPL saíram da forma que entraram, sem alardes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário