quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Debate: reorganização do ensino em São Paulo

AS ESCOLAS DEVEM SER REORGANIZADAS NO ESTADO DE SÃO PAULO ?

SIM: Educação de qualidade deve ser a bandeira de qualquer político que almeja o desenvolvimento do seu povo. Muitas nações conquistaram a prosperidade devida medidas tomadas referentes ao ensino: Coreia do Sul, Finlândia são bons exemplos. É bom lembrar que tais medidas não se resolvem de uma hora para outra, leva tempo, duas, três décadas para colher os frutos. Demora? O primeiro passo tem que ser dado, a semente tem que ser lançada. 

O método pode ter pegado muitos alunos, pais e professores de surpresa. Afinal, o Brasil não tem histórico de medidas semelhantes. O novo causa medo, mas, foi feito análises por especialistas, e segundo eles seria interessante a reorganização escolar. Sim, é bom ouvir os interessados, no caso os alunos. Mas, é fundamental que eles escutem o que a secretaria tem a dizer. Pode desagradar, mas é preciso, afinal escolas estão sendo mudadas e não vagas fechadas, o que é uma diferença muito grande. 

Outro ponto a se destacar é que tem pessoas se aproveitando e fazendo politicagem em cima, enfraquecendo o governo e lançando o nome para 2018, abram os olhos, você pode até ser contra essa medida, mas não seja militante, ainda que inconscientemente. 


NÃO: Fechar escolas? Isso é sério mesmo? Sim, parece surreal, mas é isso que está sendo debatido pela secretaria de educação do Estado de São Paulo. O futuro dos jovens está em xeque, a reorganização dos alunos na verdade é para fazer contenção de despesa. Vão despejar os alunos em sala abarrotas, sem condição de aprendizado, sem materiais adequados, faltando material de apoio e deixando professores estressados. Pode não ser essa a ideia inicial, mas, é isso que acontecerá se os alunos forem obrigados a saírem de suas escolas de origem e se juntarem com outras já existentes.

Os estudantes estão lutando por aquilo que acreditam, e devem mesmo, pois, se continuar nesse ritmo outros governadores poderão seguir o exemplo de São Paulo. E quando a população se der conta o próximo passo será a privatização do ensino, daí o acesso a educação não será mais garantido a todos e o Brasil voltará a ser uma nação de analfabetos.

O que tem que ser reorganizado no estado de São Paulo, aliás, no Brasil inteiro, são as finanças, tem que investir na educação, é necessário fiscalizar para que não ocorram desvios de verbas, pois, sem uma educação de qualidade, o país do futuro sentirá saudade do país do passado.  

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Argentina se livra do kirchnerismo


O conceito de tempo é bem relativo: 12 anos período de chegar à adolescência, não é muito. Para pessoas essa passagem é pouco tempo, ainda tem muito que aprender e crescer. Mas, se 12 anos for de permanência de grupo político, pode ser muito tempo. Na América Latina, por exemplo, que nos últimos anos muitos populistas vêm sendo eleitos; 12 anos é uma eternidade. Para o curso da história de uma nação pode significar a ruina. Quando se tem péssimos governantes o país inteiro sofre, e depois para voltar nos eixos demora, pode levar mais, bem mais que essa era.  

A Argentina é um exemplo disso,  nesse último domingo, 22 de novembro, os argentinos foram às urnas num inédito segundo turno.  Daniel Scioli 48,6%, candidato apoiado pela atual presidente, Cristina Kirchner e de outro lado Mauricio Macri 51,4%. O primeiro passo já foi dado, agora é esperar e ver se a forma de governar levará o país ao crescimento, se diminuirá as taxas de juro, se volta a ser competitivo, se a violência diminuirá. Todas as perguntas serão respondidas no decorrer do mandato de Mauricio Macri, que assumi já no dia 10 de dezembro.

A vitória foi comemorada por toda a Argentina, o país já vinha exigindo mudança. Mas não conseguia.  O kirchnerismo criou uma versão do bolsa família, através disso vinha se mantendo no poder e acreditando que se perpetuaria. Na campanha chegaram a espalhar boatos que se o candidato do governo ( Daniel Scioli) perdesse seria o fim dos benefícios sociais. Felizmente os eleitores não engoliram essa ameaça e a resposta veio, resultado foi apertado, mas valeu como grito de basta.

No primeiro discurso o presidente eleito disse que o primeiro país que visitará em viagem oficial será o Brasil e ainda mandou um recado para Nicolas Maduro:  “pelos abusos na perseguição aos opositores e à liberdade de expressão”. Vai  solicitar a aplicação da cláusula democrática contra a Venezuela. A reunião do Mercosul é no dia 21 de dezembro, em Assunção, no Paraguai. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Duas quadras

Todo dia é a mesma coisa, acordar às 6h da matina. Dona Elizabeth, hoje com 55 anos, acorda de mau humor desde que seus pais obrigaram na a estudar de manhã. E isso se vão 50 anos. Depois da escola veio a faculdade, o trabalho e todos os afazeres da vida. Ela não dá nem bom dia para o marido, e ele também não se atreve. Dá última vez que se atreveu, uma moldura do criado mudo foi parar em seu rosto. Se dependesse dela, a vida começaria depois do meio dia. Dona Elizabeth gosta tanto de dormir, que um dia fez uma proeza. Foi dormir numa sexta-feira e acordou domingo às quatro horas da tarde. E só se deu conta quando ligou a TV, pois queria ver o Raul Gil, mas era o programa Silvio Santos que estava passando. Mesmo assim, achou graça do recorde que tinha quebrado.

Então, agora vocês sabem mais ou menos como é a Dona Elizabeth, portanto, não dê bom dia para ela, ou... sofra as consequências.

O dia começa e o despertador toca, mas teve um porém, como a pilha do despertador estava ficando fraca, isso fez com que o relógio trabalhasse mais devagar. Ou seja, não eram 6 horas, eram 06:45 min. Imagine os adjetivos "carinhosos" que saíram da boca de Dona Elizabeth, e como o tempo perdido não volta mais, ela como de costume, logo tratou de fazer a higiene e se arrumou para ir ao trabalho. Não tomou café, iria tomar no serviço.
O ponto de ônibus ficava a 20 metros do portão da casa dela. A lei de Murphy sempre funciona, ainda mais para alguém com a personalidade dela. Neste dia o ônibus tinha quebrado, sendo assim, tinha que ficar esperando outro coletivo aparecer. Passaram 5 minutos, passaram 10, passaram 20, a pressão arterial, lógico, foi lá para cima. Coitada das pessoas que estavam no ponto com ela:

- Que falta de respeito com a gente, quase uma hora esperando e não aparece nada!
- Uma hora não digo, mas uns quinze, sim.
- Que quinze que nada, fazem isso de propósito. Aposto que o motorista e o cobrador estão lá no ponto final tomando café, e o povo aqui que se lasque.
- Não creio que seja isso, mas também se estiverem, é o direito deles, comer.
- Que comam depois que a gente for embora!
- Pode ser que aconteceu algum acidente no caminho.
- É, percebeu que eles sempre têm uma desculpa, e quem se prejudica somos nós que temos horário?
- Eu sou da opinião que certas coisas acontecem para evitar que algo pior aconteça lá na frente. Prefiro chegar atrasado nessa vida a adiantado na próxima.

Pronto, foi o suficiente para que o homem escutasse até o que não devia. Foram cinco minutos até o ônibus vir. Subiu os três degraus do ônibus já gritando:

- Poxa vida! Olha aqui, 30 minutos esperando os bonitões, por acaso está escrito palhaça na minha cara? - questiona ao motorista.
- O ônibus da linha quebrou, foi necessário chamar o reserva, e para isso, tem uma burocracia, se tem uma reclamação, que faça direto à empresa.
- Mas é isso que vou fazer assim que chegar ao serviço.
Daí parou na frente do cobrador, abriu a bolsa tirou uma nota de R$ 20. A passagem custa R$2,20.
- A senhora não tem trocado? Acabei de trocar uma já e é começo do dia, estou sem troco.

A “gralhação” foi com o cobrador, agora.

Ele para evitar que o dia começasse mal, disse: - Olha, passe aí, não precisa pagar, não fará falta para mim, depois coloco no meu relatório, tiro do meu bolso e pago sua passagem. Tenha um bom dia. A mulher passa a catraca e já puxa a corda para descer. O ônibus andou exatamente duas quadras. Assim, que ela desceu, o homem que estava no ponto com ela começou a conversar com o cobrador.

- Essa mulher estava meia hora lá no ponto, estava só reclamando, entrou no ônibus ofendendo vocês que estão trabalhando. E para quê? Andar duas quadras, duas quadras. Se ela fosse a pé, em cinco minutos estaria no serviço e evitaria todo esse desgaste. Será que ela tem medo de cair as penas fora?
- Isso é comum, tem um bocado de gente que pega o ônibus num ponto e desce no outro.
- Nossa, como esse povo é preguiçoso! Como seria bem melhor a vida se o pessoal fosse diferente. Acho que é por isso que ela está gorda, tem preguiça de caminhar duas quadras. Perdeu meia hora no ponto, se fosse caminhando já estaria trabalhando há um bom tempo.

- Verdade, mas não ligamos, pelo menos temos história para contar, e aquela mulher é digna de pena, duas quadras de atmosfera pesada não apaga o dia lindo que Deus fez para nós. Afinal ainda podemos respirar enquanto nosso coração bate.

Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes fatos ou acontecimentos reais terá sido mera coincidência.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Marilama

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Não é exagero afirmar que o que aconteceu na cidade de Mariana MG é a maior tragédia ambiental dos últimos tempos. O rompimento das barreias de rejeitos de mineração (60 bilhões de litros – estimativa) da Samarco ganhou as manchetes dos jornais, colocou a cidade nos holofotes justamente quando uma tragédia a tira do mapa. A onda de lama que destruiu a cidade teve força suficiente para chegar ao Espírito Santo.

Ainda é cedo para afirmar qual será o desfecho da história, principalmente no impacto ambiental. Estudiosos acreditam que é possível que os rios sequem e a área se torne um grande deserto. Alguns mais otimistas acham que dentro de algumas décadas ou séculos o ecossistema na região se regenere. O impacto foi tão grande que foi o suficiente para destruir e matar tudo que existia na região. O que antes era verde e cristalino, agora é um lamaçal.

Uma coincidência foi que o rompimento das barragens coincidiu com a época de reprodução de várias espécies de peixes. É bem possível que algumas delas agora já estejam extintas. Ainda não tem como precisar, mas tendo por base o estado que ficou a região essa afirmação é plausível.

Indenizações? O governo fala em R$ 1 bilhão. Pouco dinheiro para poder reconstruir tudo. Conhecendo o Brasil sabemos que isso pode levar décadas para os atingidos serem ressarcidos, esperamos que não, porém o retrospecto fala contra os poderes. Quem sabe a natureza se regenere antes da indenização sair.  Vamos aguardar e pedir a Deus que a terceira barragem não venha romper, pois, foi encontrada rachaduras nela. Se isso vier a acontecer, o dano será incalculável.  

domingo, 15 de novembro de 2015

Mariana X Paris


O Facebook começou uma campanha de solidariedade às vítimas do atentado terrorista de Paris, na França. Por um tempo de até uma semana, sua foto do perfil fica com as cores da bandeira francesa.  Uma parcela significativa aderiu à campanha, outra reclamou. Os reclamões compararam a tragédia do rompimento de barreira em Mariana ao atentado terrorista, queriam uma homenagem semelhante.

1° quem disponibiliza esse recurso é o próprio Facebook.
2° Não tem como comparar uma queda de barreira que matou 7 pessoas com um atentado terrorista que matou ao menos 200, claro que toda morte deve ser sentida, mas são circunstâncias diferentes.
3°Paris é a cidade mais conhecida do mundo, já Mariana nem os próprios mineiros a conhecem, ou conheciam até então.

Terrorismo é algo que põem o mundo em alerta, por isso a repercussão é maior. Já uma queda de barreira mostra apenas o descaso do poder público. Descaso até mesmo depois da tragédia, autoridades sobrevoaram de helicóptero e já lardearam na mídia. Fazer um voo panorâmico é ajudar? Ajuda está vindo de pessoas próximas, associações e igrejas. E tem um fato curioso:  a maioria que crítica a “homenagem” a França, também nada faz por Mariana.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Haitianos encontram oportunidades no Brasil

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Desde que o Haiti sofreu um forte terremoto em 2010, que muitos abandonam sua terra e vem tentar a sorte no Brasil. Em vários lugares do país os haitianos estão se instalando e mudando a realidade local. Estão ocupando empregos e podendo manter os familiares que ficaram por lá. Bem recebidos por uns, mal recebidos por outros, mas a verdade é que a vontade de mudar de vida é maior do que toda a luta que passam por aqui.

Ser imigrante não é fácil, ter que mudar de país, se adaptar outra cultura, deixar a família, muitas vezes ficar só, enfrentar as barreiras da língua. É uma série de desafios, porém, desde que o mundo é mundo existe imigração, e todos os povos que existem são oriundos de outros. Mas, mesmo tendo essa base de informações ainda existem pessoas que são contra a vinda deles, especialmente os haitianos. Eis alguns argumentos:

Estão tirando emprego dos brasileiros: É bem verdade, que no momento o Brasil passa por uma crise de empregos, porém, os trabalhos que estão ocupando são aqueles que os brasileiros não estão muito a fim de trabalhar; e eles aceitam, pois precisam de dinheiro, e olha que muitos tem qualificação superior a muitos brasileiros, mas as circunstâncias não permitem atuar naquilo que estudaram por lá.

O primeiro documento que recebem é o título de eleitor: Bem, se de fato for verdadeira essa informação, daí é uma situação complicada, pois, para votar no mínimo tem que conhecer a realidade local e ter um tempo de permanência no país para poder ter algumas obrigações sociais. Se eles vêm com o intuito de trabalhar, o primeiro documento tem que ser a carteira de trabalho, já que a CLT não permite contratos de emprego sem o tal documento.

Eles falam e ninguém entende: A língua é uma das principais representações de seu povo, é triste ver quando alguém perde essa identidade. Hoje, várias línguas correm o risco de extinção, alguns linguistas lutam contra a morte delas. Mas, o interessante neles é que conseguem aprender português rápido, em pouco tempo já é possível entender e ser entendido, e não existe problema que eles utilizem o criouli entre eles, afinal, essa é a identidade deles e nem de longe pode ameaçar a língua portuguesa.