O
conceito de tempo é bem relativo: 12 anos período de chegar à adolescência, não
é muito. Para pessoas essa passagem é pouco tempo, ainda tem muito que aprender
e crescer. Mas, se 12 anos for de permanência de grupo político, pode ser muito
tempo. Na América Latina, por exemplo, que nos últimos anos muitos populistas
vêm sendo eleitos; 12 anos é uma eternidade. Para o curso da história de uma
nação pode significar a ruina. Quando se tem péssimos governantes o país
inteiro sofre, e depois para voltar nos eixos demora, pode levar mais, bem mais
que essa era.
A
Argentina é um exemplo disso, nesse
último domingo, 22 de novembro, os argentinos foram às urnas num inédito
segundo turno. Daniel Scioli 48,6%,
candidato apoiado pela atual presidente, Cristina Kirchner e de outro lado
Mauricio Macri 51,4%. O primeiro passo já foi dado, agora é esperar e ver se a
forma de governar levará o país ao crescimento, se diminuirá as taxas de juro,
se volta a ser competitivo, se a violência diminuirá. Todas as perguntas serão
respondidas no decorrer do mandato de Mauricio Macri, que assumi já no dia 10
de dezembro.
A
vitória foi comemorada por toda a Argentina, o país já vinha exigindo mudança. Mas
não conseguia. O kirchnerismo criou uma
versão do bolsa família, através disso vinha se mantendo no poder e acreditando
que se perpetuaria. Na campanha chegaram a espalhar boatos que se o candidato
do governo ( Daniel Scioli) perdesse seria o fim dos benefícios sociais.
Felizmente os eleitores não engoliram essa ameaça e a resposta veio, resultado
foi apertado, mas valeu como grito de basta.
No
primeiro discurso o presidente eleito disse que o primeiro país que visitará em
viagem oficial será o Brasil e ainda mandou um recado para Nicolas Maduro: “pelos abusos na perseguição aos opositores e
à liberdade de expressão”. Vai solicitar
a aplicação da cláusula democrática contra a Venezuela. A reunião do Mercosul é
no dia 21 de dezembro, em Assunção, no Paraguai.
Nenhum comentário:
Postar um comentário