quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Marilama

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Não é exagero afirmar que o que aconteceu na cidade de Mariana MG é a maior tragédia ambiental dos últimos tempos. O rompimento das barreias de rejeitos de mineração (60 bilhões de litros – estimativa) da Samarco ganhou as manchetes dos jornais, colocou a cidade nos holofotes justamente quando uma tragédia a tira do mapa. A onda de lama que destruiu a cidade teve força suficiente para chegar ao Espírito Santo.

Ainda é cedo para afirmar qual será o desfecho da história, principalmente no impacto ambiental. Estudiosos acreditam que é possível que os rios sequem e a área se torne um grande deserto. Alguns mais otimistas acham que dentro de algumas décadas ou séculos o ecossistema na região se regenere. O impacto foi tão grande que foi o suficiente para destruir e matar tudo que existia na região. O que antes era verde e cristalino, agora é um lamaçal.

Uma coincidência foi que o rompimento das barragens coincidiu com a época de reprodução de várias espécies de peixes. É bem possível que algumas delas agora já estejam extintas. Ainda não tem como precisar, mas tendo por base o estado que ficou a região essa afirmação é plausível.

Indenizações? O governo fala em R$ 1 bilhão. Pouco dinheiro para poder reconstruir tudo. Conhecendo o Brasil sabemos que isso pode levar décadas para os atingidos serem ressarcidos, esperamos que não, porém o retrospecto fala contra os poderes. Quem sabe a natureza se regenere antes da indenização sair.  Vamos aguardar e pedir a Deus que a terceira barragem não venha romper, pois, foi encontrada rachaduras nela. Se isso vier a acontecer, o dano será incalculável.  

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