Não
é exagero afirmar que o que aconteceu na cidade de Mariana MG é a maior
tragédia ambiental dos últimos tempos. O rompimento das barreias de rejeitos de
mineração (60 bilhões de litros – estimativa) da Samarco ganhou as manchetes
dos jornais, colocou a cidade nos holofotes justamente quando uma tragédia a
tira do mapa. A onda de lama que destruiu a cidade teve força suficiente para chegar
ao Espírito Santo.
Ainda
é cedo para afirmar qual será o desfecho da história, principalmente no impacto
ambiental. Estudiosos acreditam que é possível que os rios sequem e a área se
torne um grande deserto. Alguns mais otimistas acham que dentro de algumas
décadas ou séculos o ecossistema na região se regenere. O impacto foi tão
grande que foi o suficiente para destruir e matar tudo que existia na região. O
que antes era verde e cristalino, agora é um lamaçal.
Uma
coincidência foi que o rompimento das barragens coincidiu com a época de
reprodução de várias espécies de peixes. É bem possível que algumas delas agora
já estejam extintas. Ainda não tem como precisar, mas tendo por base o estado
que ficou a região essa afirmação é plausível.
Indenizações?
O governo fala em R$ 1 bilhão. Pouco dinheiro para poder reconstruir tudo.
Conhecendo o Brasil sabemos que isso pode levar décadas para os atingidos serem
ressarcidos, esperamos que não, porém o retrospecto fala contra os poderes.
Quem sabe a natureza se regenere antes da indenização sair. Vamos aguardar e pedir a Deus que a terceira
barragem não venha romper, pois, foi encontrada rachaduras nela. Se isso vier a
acontecer, o dano será incalculável.
Nenhum comentário:
Postar um comentário