Sem delongas, é mito. No
entanto, existe um fenômeno da natureza que deu origem a essa crendice,
trata-se do fogo fátuo. O acontecimento
não é tão raro assim, muitos se assustam com a situação justamente por ser
desconhecido da maioria das pessoas. Mas, o que é afinal o fogo-fátuo?
Ele costuma acontecer em cemitérios
antigos ou pântanos. De tempos em tempos, surgem misteriosas chamas azuladas,
que aparecem por alguns segundos na superfície e logo depois somem sem deixar
vestígios. Hoje, os cientistas sabem que esse fogo esquisito está ligado à
decomposição dos corpos de seres vivos. Nesse processo, as bactérias que
metabolizam a matéria orgânica produzem gases que entram em combustão espontânea
em contato com o ar. Ocorre uma pequena explosão e a chama azulada vem acompanhada
de um estrondo que assusta quem está por perto.
Essa explosão resulta em uma
chama azulada de 2 a 3 metros de altura com um barulho característico.
Geralmente, quando uma pessoa se depara com o fogo-fátuo, se assusta e sai
correndo, fazendo com que o ar se desloque, dando a impressão de que o fogo está
o perseguindo. Com tudo isso, não é de se espantar que o fenômeno alimente
lendas de fantasmas, assombrações e almas penadas.
Por que isso ocorre?
1. Quando um ser vivo morre,
várias espécies de bactérias entram em ação para decompor a matéria orgânica.
Nesse processo, ocorre a produção de dois gases, o metano e a fosfina, que
serão os responsáveis pelo fenômeno do fogo-fátuo.
2. Aos poucos, a
concentração desses gases cresce, por exemplo, dentro de um caixão. Isso
aumenta a pressão no subsolo, fazendo com que a mistura vaze por pequenas
fendas e suba em direção à superfície, esgueirando-se pelos poros da terra.
3. Na superfície, em contato
com o oxigênio do ar, os dois gases entram em combustão espontânea, produzindo
uma chama azulada. Tudo ocorre rápido e a chama não dura mais que alguns
segundos.
4. Para quem está perto do
fenômeno, a reação instintiva é correr. O problema é que esse movimento causa
um deslocamento brusco de ar, puxando a chama e dando a impressão de que ela
tenta perseguir a vítima - como um fantasma, uma alma penada ou o boitatá dos
índios brasileiros.
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