
Para você que utiliza o
transporte público já se acostumou com a figura do cobrador, afinal, ele sempre
existiu. Ininterruptamente lá sentado na poltrona mais confortável do ônibus,
sendo o braço direito do motorista e guia de muitos perdidos. Profissão nada fácil, convivendo com estresse
e falta de educação de passageiros, tendo a tarefa de coibir crianças maiores
de cinco anos para não passarem de baixo da catraca, além de assaltos constantes
( em alguns casos o valor usurpado deve ser pago pelo próprio trabalhador).
Mas, essa muitas vezes é a única alternativa de emprego. Sabemos que não é fácil
um trabalho de domingo a domingo, mas, alguém tem que fazer. E o serviço é
feito. Acontece que essa função está com os dias contados.
Não tem mais como barrar o
progresso, em muitos países essa profissão já foi extinta. No Brasil ainda
reage, se bem que já está indo para a “UTI”. Algumas linhas já é dispensada
essa função. Na cidade de São José dos Pinhais PR já foi abolida, não há mais.
Agora é questão de tempo para que o país inteiro siga o exemplo. Isso só não
aconteceu por politicagem, mas, vai acontecer, o cenário está sendo
montado de uma forma que não aja tanta repercussão negativa.
Tecnologia para isso já
existe, o cartão eletrônico, basta simplesmente autorizarem que a única forma
de pagamento seja essa, que será feito. A população até pode relutar, no
entanto, quando verem os benefícios irão aceitar numa boa: a praticidade, a
diminuição no preço, o fim dos assaltos. Mas daí alguém pergunta – mas, para quem vem
de fora, como que fará para andar de ônibus? Simples, cartões descartáveis:
vendidos nos aeroportos, rodoviárias e bancas de jornal.
Pode apostar no máximo em
2020 você não verá mais cobrador nos ônibus. E não estranhe se em algumas
décadas não existir mais motorista também, pois, já tem carro que anda sem
motorista, e isso para virar um ônibus sem condutor é um pulo.
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