sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O fim do cobrador



Para você que utiliza o transporte público já se acostumou com a figura do cobrador, afinal, ele sempre existiu. Ininterruptamente lá sentado na poltrona mais confortável do ônibus, sendo o braço direito do motorista e guia de muitos perdidos.  Profissão nada fácil, convivendo com estresse e falta de educação de passageiros, tendo a tarefa de coibir crianças maiores de cinco anos para não passarem de baixo da catraca, além de assaltos constantes ( em alguns casos o valor usurpado deve ser pago pelo próprio trabalhador). Mas, essa muitas vezes é a única alternativa de emprego. Sabemos que não é fácil um trabalho de domingo a domingo, mas, alguém tem que fazer. E o serviço é feito. Acontece que essa função está com os dias contados.

Não tem mais como barrar o progresso, em muitos países essa profissão já foi extinta. No Brasil ainda reage, se bem que já está indo para a “UTI”. Algumas linhas já é dispensada essa função. Na cidade de São José dos Pinhais PR já foi abolida, não há mais. Agora é questão de tempo para que o país inteiro siga o exemplo. Isso só não aconteceu por politicagem, mas, vai acontecer, o cenário está sendo montado de uma forma que não aja tanta repercussão negativa.   

Tecnologia para isso já existe, o cartão eletrônico, basta simplesmente autorizarem que a única forma de pagamento seja essa, que será feito. A população até pode relutar, no entanto, quando verem os benefícios irão aceitar numa boa: a praticidade, a diminuição no preço, o fim dos assaltos.  Mas daí alguém pergunta – mas, para quem vem de fora, como que fará para andar de ônibus? Simples, cartões descartáveis: vendidos nos aeroportos, rodoviárias e bancas de jornal.

Pode apostar no máximo em 2020 você não verá mais cobrador nos ônibus. E não estranhe se em algumas décadas não existir mais motorista também, pois, já tem carro que anda sem motorista, e isso para virar um ônibus sem condutor é um pulo. 

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