No português brasileiro, é muito comum ouvir frases como:
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“Fulano fez isso.”
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“Beltrano disse aquilo.”
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“Ciclano apareceu de repente.”
Mas afinal, quem são essas pessoas? A resposta é simples: ninguém em específico. Fulano, Beltrano e Ciclano são nomes genéricos usados para se referir a indivíduos indefinidos ou quando não se quer (ou não se pode) mencionar um nome real.
Origem dos nomes
Esses nomes têm origem no uso popular e na tradição oral, herdada do português de Portugal.
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Fulano provavelmente vem do árabe fulān, que significa “tal pessoa” ou “alguém”.
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Beltrano surgiu como variação de nomes medievais como “Beltrame” ou “Bertrando”.
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Ciclano é uma adaptação de “Sicrano”, que por sua vez vem de “sic”, do latim, significando “assim” ou “daquele jeito”.
Com o tempo, eles se tornaram figuras fixas na linguagem informal, representando personagens fictícios em exemplos e histórias.
Quando usar Fulano, Beltrano e Ciclano
Esses nomes são usados em várias situações:
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Exemplos genéricos:
“Se Fulano compra um carro, Beltrano quer comprar também.” -
Evitar citar nomes reais:
“Não é legal falar mal de Fulano pelas costas.” -
Histórias fictícias:
“Fulano, Beltrano e Ciclano resolveram viajar juntos.”
Curiosidades
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Em algumas regiões, “Ciclano” é substituído por “Sicrano”.
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Na língua inglesa, os equivalentes seriam John Doe, Joe Bloggs ou Jane Doe.
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Esses nomes genéricos também aparecem em piadas, crônicas e até mesmo em decisões jurídicas para proteger a identidade de pessoas.
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