sábado, 6 de fevereiro de 2016

Carnaval: o cheiro do pecado



 Quatro dias de muita folia, é desta forma que os brasileiros comemoram a maior festa popular do país (embora não seja originária daqui). Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo, lugares onde o batuque e o agito só se encerram na quarta-feira à tarde.  Na verdade, onde dá uma amenizada, pois, alguns emendam até o fim de semana. Haja fôlego! E muitos têm esse fôlego, parecem ser incansáveis, mas tudo tem um fim. E o fim nesse caso não é melhor do que o inicio. E neste período que mais acidentes acontecem nas estradas; número de brigas e assaltos aumenta, casos de estupros são significativos. AIDS e demais doenças tem o ápice nesses dias. E não para por aí, nos meses seguintes muitos abortos acontecem devido à “festança”. Em novembro nascem os filhos do carnaval; e o momento onde é registrado o maior número de crianças com pai desconhecido. Sem falar das pessoas que saem na sexta-feira com a ideia de zoar muito e acabam voltando em um caixão para casa.

Quem leu até aqui, pode pensar que é tragédia demais para ser verdade, e eu digo: é tudo verdade, basta acompanhar o saldo da festa e comprovará. Porém, daí sempre aparece o “argumenteiro”: É, mas se a pessoa trabalha ela tem direito a se divertir numa folga, afinal não adianta só trabalhar e não viver. Com certeza, o descanso é fundamental até para a produtividade do individuo, porém, existe uma diferença muito grande entre se divertir e ser irresponsável. Diversão sadia tudo bem, aproveite, desfrute de sua folga. Mas, a vida tem que continuar após esta data. Será que vale a pena por tudo a perder, por algo que o cidadão acredita ser diversão?  
Quem curtia os bailinhos de carnaval de algumas décadas, hoje se assusta com a proporção que o evento tomou. O salão saiu às ruas, as roupas ficaram cada vez mais curtas, até que desapareceram de algumas pessoas (mulheres principalmente) algumas usam apenas um tapa sexo. As músicas antes eram ingênuas: “ Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar....  Ei você aí, me dá um dinheiro aí, Não vai dar? Não vai dar não...” Hoje, dá até vergonha de transcrever os “hits” carnavalescos, antes tivessem ficado no duplo sentido, mas já transcendeu.

Tudo isso não é papo de moralista, ou de algum religioso fanático como alguns gostam de dizer. Carnaval só dá lucro para diretor de escola de samba e dono de cervejaria. Para o poder público é só gasto: gasto com hospital, ambulância, campanhas de prevenção, com tratamento de pessoas que perdem os movimentos, com indenização, com segurança.

Tem o grupo que prefere ficar em casa e acompanhando o desfile pela TV. É um show milionário com muita luz, cores e agito. Dá pena de saber que muitas pessoas que lá desfilam guardam o dinheiro o ano inteiro para estarem ali naquele momento, sacrifica o pouco que ganham para poderem estar presente. Ok, cada um faz o que quer com o seu salário, mas existem prioridades. Mas, vamos encerrar com uma coisa positiva sobre o carnaval: É feriado, uns dias de descanso, para quem não curte tem opções de passar em outros lugares, levar a família para o interior, embora existam grandes cidades que são perfeitas para conhecer nesses dias: Curitiba é um exemplo. E tem as igrejas que aproveitam os dias e fazem retiros. Se é feriado aproveite de alguma forma, se você não gosta existem boas opções para fugir do agito, o retiro como já comentado é uma dessas formas. E para você que curte, reveja seus conceitos. Você é o dono das suas vontades, mas é o escravo das consequências. Pense e reflita se esse evento não está indo longe de mais. Se hoje ainda existe eleição para escolher a melhor fantasia, em pouco tempo terá votação para escolher o melhor nu artístico. O carnaval só ira declinar moralmente.   

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