sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Uniforme opressor



A educação brasileira após chegar ao fundo do poço, começou a escavar mais e mais. Não existem mais limites, outrora professor tinha autoridade de pai dentro da sala de aula, hoje alunos mandam e desmandam. Por essas e por outras que o Brasil é um dos piores em todos os rankings de educação. Nossos estudantes estão totalmente desorientados e lutando por pautas absurdas, e impensadas até pouco tempo.

Num tradicional colégio de Porto Alegre, alunas começaram um movimento para usarem shortinho na escola.  Segundo elas a proibição vem do machismo; vamos rir afinal é piada. Antes fosse uma anedota, isso que presenciamos na escola é reflexo de forte doutrinação marxista ( senhores pais, disponibilizem um tempo para verificar o material que o professor trabalha em sala de aula, você poderá se surpreender).  Ao contrário do que elas afirmam o uniforme não é opressor, não é machista e não quer diminuir a mulher. Uniforme serve para igualar todos os estudantes, serve para garantir a segurança de funcionários e alunos, enfim o uniforme é a identificação da escola.

Cada ambiente tem sua forma adequada de vestimenta, shortinho é coisa para um clube, shopping, praia; não em ambiente escolar. Você não vai de uniforme escolar à praia, pelo mesmo motivo que você não deve ir de shortinho à escola. Mas, já que querem pagar de revolucionárias que tal aceitar um desafio, topam? Shortinho no inverno porto-alegrense mostre que estão afim. Afinal, sem luta não há vitória. Claro, que o desafio não é para valer, pois, certamente não aceitaram e viriam com outra vitimização.

O curioso é que se sentem oprimidas pelo sistema estudando num dos colégios mais caros do Rio Grande do Sul. Que sistema perverso não é mesmo? Sim, o sistema é perverso com a escola pública, que não tem a estrutura que o colégio particular tem. Lá estudam com ar condicionado, escola pública muitas vezes não tem nem ventilador; escola pública não tem laboratório de informática, de química, quadras de esporte descente. Escola pública mal tem professores. Se lutam pelo direito das mulheres, por que não lutam pelo direito das que não podem pagar uma alta mensalidade em escola particular? Por que não lutam para as que não podem ter I Phone, das que não podem ficar à tarde no shopping fazendo compras?

Ao contrário do grito de ordem de vocês: não haverá shortinho. Escola é para ter formação moral e intelectual. Não é desfile, não é lugar para aparecer. Não está feliz? Saía da escola e ache alguma que se adapte a sua rebeldia. 

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