A educação brasileira após
chegar ao fundo do poço, começou a escavar mais e mais. Não existem mais
limites, outrora professor tinha autoridade de pai dentro da sala de aula, hoje
alunos mandam e desmandam. Por essas e por outras que o Brasil é um dos piores
em todos os rankings de educação. Nossos estudantes estão totalmente
desorientados e lutando por pautas absurdas, e impensadas até pouco tempo.
Num tradicional colégio de
Porto Alegre, alunas começaram um movimento para usarem shortinho na
escola. Segundo elas a proibição vem do
machismo; vamos rir afinal é piada. Antes fosse uma anedota, isso que presenciamos
na escola é reflexo de forte doutrinação marxista ( senhores pais,
disponibilizem um tempo para verificar o material que o professor trabalha em
sala de aula, você poderá se surpreender). Ao contrário do que elas afirmam o uniforme
não é opressor, não é machista e não quer diminuir a mulher. Uniforme serve
para igualar todos os estudantes, serve para garantir a segurança de
funcionários e alunos, enfim o uniforme é a identificação da escola.
Cada ambiente tem sua forma
adequada de vestimenta, shortinho é coisa para um clube, shopping, praia; não
em ambiente escolar. Você não vai de uniforme escolar à praia, pelo mesmo
motivo que você não deve ir de shortinho à escola. Mas, já que querem pagar de
revolucionárias que tal aceitar um desafio, topam? Shortinho no inverno
porto-alegrense mostre que estão afim. Afinal, sem luta não há vitória. Claro,
que o desafio não é para valer, pois, certamente não aceitaram e viriam com
outra vitimização.
O curioso é que se sentem
oprimidas pelo sistema estudando num dos colégios mais caros do Rio Grande do
Sul. Que sistema perverso não é mesmo? Sim, o sistema é perverso com a escola
pública, que não tem a estrutura que o colégio particular tem. Lá estudam com
ar condicionado, escola pública muitas vezes não tem nem ventilador; escola
pública não tem laboratório de informática, de química, quadras de esporte
descente. Escola pública mal tem professores. Se lutam pelo direito das
mulheres, por que não lutam pelo direito das que não podem pagar uma alta
mensalidade em escola particular? Por que não lutam para as que não podem ter I
Phone, das que não podem ficar à tarde no shopping fazendo compras?
Ao contrário do grito de
ordem de vocês: não haverá shortinho. Escola é para ter formação moral e
intelectual. Não é desfile, não é lugar para aparecer. Não está feliz? Saía da
escola e ache alguma que se adapte a sua rebeldia.
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