sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lugar melhor que o Canadá



Um menino sírio de 2 anos encontrado morto numa praia turca correu o mundo, a comoção foi enorme. Esse evento levou a discussão sobre migração  ganhar novo capítulo. Diariamente pessoas, muitas vezes famílias inteiras, arriscam a vida para fugir dos conflitos: o Mar Mediterrâneo virou rota de fuga. O objetivo é chegar ao norte da Europa, porém, várias são as barreiras. A Hungria está sendo uma dessas, até uma cerca foi construída, e olhe que a intenção não é permanecer por lá, mas, somente ser terra de passagem.

A Hungria é um dos países mais pobres da União europeia, medidas adotadas por governos anteriores atrasaram o desenvolvimento do país. Hoje a nação tem alta taxa de desemprego e tem aproximadamente 14% da população a baixo do nível de pobreza. Mesmo com essa situação o país está melhor que muitos outros. Quem chega por lá, não deseja permanecer lá, mesmo assim encontram dificuldades, muitos são deportados ou levados para campos de refugiados em Budapeste (capital do país).

A perspectiva em torna da situação não é boa, a tendência é “piorar”, cenas como a do garotinho pode ganhar novos personagens. De fato crianças de colo mortas sendo levadas por onda fazem o mundo chorar, mas tudo poderia ser resolvido de diversas outras formas. Primeiramente o homem deveria aprender a ser humano. Guerra é a coisa mais imbecil que possa existir, pessoas morrendo, fome, peste e tudo para quê? Para redesenhar o mapa mundial, tudo coisa para massagear o ego humano. A luta pela sobrevivência, para se manter vivo é legítima, todos tem o direito a vida ( não é isso que a Declaração Universal dos Direitos humanos  diz).

Outrora a Europa mandou refugiados para vários cantos, muitas cidades brasileiras surgiram graças a esses que fugiram de guerras para ganhar um lar desse lado do Atlântico. Agora, que o continente esta pacificado seria o momento de olhar a história e colocar em prática no presente. A vida do jovem menino não voltará, seus pais queriam ir para o Canadá, Agora só o pai que está  vivo e sem mais o desejo de ir até o destino almejado, seu ideal agora é passar o resto de seus dias na Síria. O seu filho não voltará nunca mais, porém, com certeza absoluta esta num lugar infinitamente melhor do que o Canadá.

Agora, o que resta é aquecer os corações e chegar a um consenso: Angela Merkel está disposta a ajudar e pediu o mesmo para outros países da União Europeia. O discurso dela bate um pouco com a opinião aqui postada há alguns dias: Imigração contemporânea  http://questionadorcurioso.blogspot.com.br/2015/08/imigracao-contemporanea.html.  Agora o que resta é saber como cada nação ira agir, pois, como já comentado  a tendência é que o fluxo de refugiados aumentem ainda mais.


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